Então. Eu até podia dizer que a minha amiga aí do lado tá se preparando para o findi e dar nomes aos bois (ops!)... Mas não vou fazer isso. Como o findi tá aí, que a gente possa descansar, se divertir e por que não beber aquela geladinha que está na geladeira, no bar, na casa dos amigos? Juízo, meus amores. Vou ali e volto djá!
Sentença judicial de 1833
"O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de tocaia em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará.
O tédio pode significar muito mais do que você imagina.
Vivemos horas nas quais tudo parece suspenso feito poeira no ar. Um irritante slow motion. Por mais que se acelere, o motor não responde ao comando. Ao redor, as coisas seguem na velocidade normal, só nós ficando pra trás a observá-las se distanciar e tomar seu rumo. E isso é tudo o que gostaríamos de ter, um rumo.
Mas não temos. Naqueles instantes, os caminhos à nossa frente parecem aborrecidos e sem cor, mas o dia está aí e o cumprimos, passando ao largo da depressão, a milhas do autocompadecimento - não estamos assolados pela tristeza. Não. O problema é que não somos assolados por nada além de um tédio indescritível. Cadê o entusiasmo? Quando ele falta, tudo o que nos toca soa igual, nada muito bom, nada muito mau. Nos enfurecemos por não estarmos felizes apesar de termos todo o material para isso. Por sentirmos uma necessidade indefinível de algo mais: mais brilhante, mais excitante, mais apaixonante. Algo forte o bastante para nos fazer acordar e ter vontade, seja lá do que for. Qualquer coisa que nos deixe famintos e sedentos. Então eles chegam, os sensatos. Dizem para recobrarmos o bom senso e entender, de uma vez por todas, que a felicidade está numa satisfação tênue, sem grandes vértices. Tarde de outono.
Numa dessas voltas da vida, ela vem e nos encontra. Durante algum tempo respiramos tranqüilos - alguns se mantêm assim até cerrarem os olhos, os sortudos -, outros notam algo de errado nessa satisfação. É comida que não sustenta, luz de relâmpago. Assustados, culpam-se por não se satisfazerem, por precisarem de outros erros, paisagens, amores, brigas. Sonham com uma sensação que jamais experimentaram e sequer sabem se existe. Crêem numa alegria maior, confiam nela. Pessoas de fé. Fé numa existência plena de sentido e esvaziada de resignação. Podem ser ingênuos, mas e daí? O que importa é a coragem de tentar ser mais.
Aceitar a mediocridade como destino nos faz rascunhos do que poderíamos ser se bancássemos nossos desejos e abolíssemos o discurso "a vida é assim mesmo". Não é, e algo em nós sabe disso e clama por um sentido. Alguns, por pânico do desconhecido, se fingem de mortos até o questionamento passar. Infelizmente, uma hora ele passa. E leva consigo milhares de oportunidades ignoradas, não vividas.
Há pessoas que se contentam com o que suas mãos alcançam. Outras, almas inquietas, trazem em si a urgência visceral de ir além. Sabem que cada momento da busca tem uma razão, principalmente os difíceis (sem dúvida eles existirão). Seguem ao encontro da plenitude, mesmo sem saber se ela é um delírio ou uma conquista pessoal possível. Será esse o quinhão de prazer que nos cabe? Como saber se é melhor ficar com o que quase nos satisfaz ou arriscar conseguir o que realmente se deseja? Como ter certeza de que o prêmio vale o perigo?
Não dá pra ter certeza, o negócio é baseado no risco. E é quando arriscamos topar com a dor que nos tornamos inteiros. Só no instante em que decidirmos viver plenamente é que poderemos, enfim, começar a ser felizes.
Acabo de ler no UOL que o mocinho aí do lado encontra-se solteiro, depois de oito anos de casamento com a Marília Gabriela. Portanto, não há tempo a perder! (Post para as calcinhas de plantão solteiras, porque eu já encontrei meu príncipe, obrigada).
Querido.
Estou escrevendo esta carta para dizer que vou te deixar para sempre. Fui uma boa mulher para você durante sete anos e não tenho nada a provar. As duas semanas passadas foram um inferno. O teu chefe me chamou para dizer que tinha te demitido e isto foi a gota d' água. Na semana passada, vc chegou em casa e não notou que eu tinha um novo penteado e tinha ido a manicure.
Cozinhei a tua refeição preferida e até usei uma nova lingerie. Chegou em casa, comeu em dois minutos e foi dormir depois de ver o jogo. Não me digas que me amas, nunca mais fizemos sexo. Ou está me enganando ou então não me amas mais, seja qual for o caso, vou te deixar.
P.S. Se quiser me encontrar, desiste. O teu irmão e eu vamos viajar para as Bahamas e casar!
Assinado: A tua Ex-mulher
Querida Ex-mulher
Nada me fez mais feliz do que ler sua carta. É verdade que estivemos casados durante sete anos, mas dizer que você foi uma boa mulher, está exagerando.
Vejo futebol para tentar não te ouvir resmungar a toda a hora. Assim não valia a pena. Realmente reparei que tinha um novo penteado na semana passada, a primeira coisa que me veio a cabeça foi "Parece um homem!"
Mas minha mãe sempre me disse para não dizer nada que não fosse bonito. Quando cozinhou a minha refeição preferida, você deve ter confundido com a do meu irmão, porque deixei de comer porco há sete anos.
Fui dormir porque reparei que a lingerie ainda tinha a etiqueta do preço. Rezei que fosse uma coincidência o meu irmão ter me pedido emprestado R$ 50 e a lingerie ter custado R$ 49,99.
Depois de tudo isto, eu ainda te amava ! E senti que podíamos resolver os nossos problemas.
Assim quando descobri que eu tinha ganho na Mega Sena, deixei o meu emprego e comprei dois bilhetes de avião para a Jamaica.
Mas quando cheguei em casa você ja tinha ido. Tudo acontece por alguma razão.
Espero que tenha a vida que sempre sonhou.
O meu advogado me disse que devido a carta que escreveu, não terá direito a nada.
Portanto, se cuide.
Ass. Seu ex-marido.
Dia de sol em BH. E tomara que o findi também fique assim, né? Pra compensar a tranquilidade do final de semana que passou, esse tá prometendo bombar!!! Aguardemos os próximos capítulos...
Boa sexta pra nois tudo, tá?
Então. Rola pela net mais uma "corrente" de blogueiros. Quem quiser, fique à vontade para seguir:
What to wear: jeans e camiseta
What not to wear: aqueles macacões largões
What to shoe: prefiro ficar descalça, sempre que possível, se não, tênis
What to bag: livros, mp3, agenda, celular, carteira, necessaire
What to denim: todos os jeans, sempre confortáveis
What to E-bay: Cds e DVDs
What to acessory: minha bolsa, inseparável
What to bargain: um granda falha, não sei barganhar...
What to jewelry: brincos e cordões
What to make-up: batom e lápis
What to flagrance: pra noite, Gabriela Sabatini
What to hair: cabelos lisos, na nuca
What to see: cinema e teatro
What to tv: séries da tv a cabo, filmes também
What to listen: Bon Jovi, um pouco de tudo, sou bem eclética
What to read: o livro que estou lendo agora: "Quando Nietzsche chorou"
What to eat: meu strogonoff e meu pavê
What to drink: martini (always) e cerveja.
Eu tinha dado um tempo nas jogatinas. Mais pela correria, mesmo. Mas não resisto, fazer o quê?
Clique aqui e boa diversão.
Sabe quando você pega um cara e ele bonitão, bem apanhado, tem pegada e atitude? Vocês tão lá nos amassos, a chapa esquentando e você já bendizendo os deuses pela boa sorte? Tudo indica que a noite vai acabar bem. Aí começa a decepção: em vez de continuar os amassos ou ir para um lugar com mais privacidade o bruto começa a dizer que vai te comer muito. Ahn. Vou te fuder muito, vou te esmerilhar, vou te dar um couro, vou te botar de quatro, vou fazer isso e aquilo. Ahn. Fazer que é bom nada, né? Babe, todas nós já sabemos que homem que fala que "vou te isso, vou te aquilo" num me nada. Dá vontade de lixar a unha enquanto o palhaço vai discorrendo seu rosário de promessas. Fala sério!
Pois é, amigos, outro dia né que me passaram o "conto do gostoso" de novo! Mas dona de circo escolada, quando vi que era número repetido peguei minha bolsa e vazei. Melhor dormir meu soninho de beleza, bem mais divertido.
(Roubado, descaradamente, de lá. Adoro esse blog)
Só o tempo, a ausência e as atitudes dirão.
Sou de poucos amigos. Bem poucos. Nunca fui de esperar dezenas de telefonemas sábado à noite, não faço o estilo "candidato a vereador" quando chego em festas. Odeio tapinhas nas costas e beijos dados no ar. Minha mãe sempre dizia que "amigos de verdade podem ser contados nos dedos de uma só mão - e ainda sobra dedo", e esta é uma das poucas verdades que carrego comigo. Não acredito que seja possível ter um campo de futebol lotado de amigos porque amizade envolve cumplicidade, amor, intimidade, preocupação - e, ao menos que o problema seja comigo, não vejo como oferecer dedicação a 10 000 pessoas, nem mesmo a 100, sem demagogia.
Cada um de nós é rodeado por muita gente, igualmente importante para nossa sobrevivência social (ex-namorados, parceiros de truco, colegas de trabalho, galera da balada), mas que não pode - e não deve - ser chamada de amigos. Não só por ser incorreto, mas principalmente por fazer mal à saúde: esperar dos outros atitudes que eles não terão não é das coisas mais agradáveis da vida (e também seria estúpido exigir que cada cidadão que topasse conosco na rua se importasse profundamente com nosso estado emocional). Mas será que sabemos mesmo distinguir gregos de troianos? Acho que não. Infelizmente. E então ficamos fechados e ranzinzas, é bom dizer, por nossa própria culpa. Por nossa ingenuidade infantil.
Já aprendi algumas coisas importantes: não se deve ir a restaurante japonês de blusa branca; é melhor estar entre dois loucos que perto de um imbecil; se você não sabe para onde está indo, é provável que chegue lá; e a distância é muito mais significativa que a presença diária. Só se descobrem os amigos quando o elo material que os mantinha juntos vai pro brejo: a faculdade acaba, o time de futebol se dissolve, a empresa fecha - será que daí, sem a confortável falta de esforço (lembre que amanhã não estaremos todos aqui novamente), os cumprimentos entusiasmados e as boas-vindas efusivas a amizade sobrevive? Na minha experiência, não.
Pseudo-amigos arrumam todo o tipo de desculpas para não se encontrarem. Ainda bem, porque assim nos poupam de sua presença fajuta...
Eu não sei como você definiria amizade. E também não defino, não tenho essa pretensão. Apenas sei que meus amigos sentem quando estou triste só pelo tom da minha voz. E eu sei quando algo os aflige pelo seu modo de olhar. E prefiro levá-los pra comer pão de queijo (o Prozac mineiro) a passar um sermão insosso e inútil.
Por mais que odeie ser acordada no tranco, não me importo em atender um telefonema no meio da noite se isso servir para amenizar a aflição de um amigo.
Participamos de nossas vidas com a única intenção de que isso seja bom, construtivo e agradável.
Não preciso ir a festas, jantares, coquetéis para encontrá-los: é só pegar o telefone. E nem preciso dizer quem é. E, se a culpa do choro ou a causa da gargalhada sacana for minha, fico grata por levar uma bronca sinceramente preocupada - nada pior que pasteurizados "tudo vai ficar bem, querida", porque nem tudo vai ficar (mas o medo diminui quando sabemos que temos com quem contar caso isso aconteça).
Nos sentimos à vontade numa ópera ou num passeio ao Capão Redondo.
Ficamos envergonhados quando mentimos ao outro - porque não há necessidade de fazê-lo. Não é pelos sucessos e vitórias que nos gostamos. Ou, pelo menos, não só por eles.
Não precisamos impressionar com frases brilhantes porque assumimos nossa humanidade. E as cagadas que fazemos - por isso também rimos delas e de nós mesmos. Afinal, nada sobrevive sem bom humor.
Amigos me fazem mais bem que uma dúzia de injeções na veia.
Eu quero estudar
A gramática do teu corpo
Retilíneas
Curvilíneas
Depressões
Metáforas eloquentes
Misturar geografia com ortografia...
E decorar cada detalhe seu
Na ponta da minha língua.
(Foto surrupiada, na cara dura, do blog dele)
Colunas sem fim??

Essa semana tá passando rápido demaissss.... E eu, pra variar, na correria de sempre. Tenho que "desacelerar" um pouco. Ao menos, tentar.
Ontem, a noite foi divertida. Sabem quem encontrei? Ela. Saímos, conversamos, tomando umas, é claro, colocamos o papo em dia. Tá meio sumida do mundo blogueiro, mas já já estará de volta com novidades.
Só pequei num único momento: só quando ela foi embora, é que lembrei de tirar fotos nossas. Pecado, sem dúvida. Mas oportunidades mil não faltarão.
Bom dia, quilidos.
Alguém, num dia de mau humor, decretou: amor tem que ser heterossexual e amizade tem que ser homo: mulher com amiga mulher e homem com amigo homem. As mulheres preferem outras mulheres para dividirem suas receitas, fofocas e passeios no shopping e homens preferem outros homens para tratar de questões filosóficas como futebol, loiras e carros. Confesse: essa introdução deixou você se sentindo com 200 anos de idade. A revolução sexual já atingiu as amizades também, e homem e mulher podem muito bem ser apenas bons amigos. Quem vai negar?
Muitos negam. Dizer que não existe amizade entre homem e mulher já virou um chavão, e o mundo das artes não contribui para mudar essa idéia fixa. Quase não se vê homens amigos de mulheres nas telas do cinema, nos poemas, nas letras de música. Ou somos amantes ou nada. No filme "O Casamento do Meu Melhor Amigo", o personagem de Julia Roberts tinha dois leais escudeiros: um era uma paixão que ela pretendia reaver, o que já não dá para chamar de amizade, e o outro era gay. Aí pode. Se um homem convida uma mulher para um bate-papo num bar, e apenas isso, bingo: é veado. É a única amizade que convence entre sexos opostos. As mulheres realmente se relacionam às maravilhas com homossexuais, até porque vivemos numa sociedade machista, onde muitos homens pensam que ter um amigo gay depõe contra sua virilidade. Sendo assim, os homosexuais se identificam mais com a sensibilidade das amigas do que com a insegurança dos bofes.
Mas existe, sim, amizade entre homem e mulher, sem segundas nem terceiras intenções. O sexo ronda nossas cabeças, mas nem sempre se impõe. Um homem pode conhecer uma mulher no local de trabalho, na sala de aula ou numa excursão e virar companheiros de boas risada, sem meter a cabeça no assunto. Não precisam ficar grudados dia e noite para estabelecerem um relacionamento de confiança e afinidades, e o sentimento pode sobreviver com a troca de idéias em vez de trocas de beijos. Basta de tabus nesse mundo já tão careta. Homens e mulheres podem e devem experimentar relacionamentos sem malícia, ir juntos ao cinema sem agarrar-se no meio do filme e dançar a noite inteira sem pintar um clima. Podem ir juntos numa livraria, num estádio de futebol, num show de rock. Será igual a uma amizade com alguém do mesmo sexo? Não, e é justamente aí que está o seu fascínio.
Eu tenho excelentes amigos homens e não abro mão deles. Só não me peçam para ser amiga do George Clooney.
Então. Não estranhem, não estranhem eu estar aqui a essa hora (00:30h). Coisas acontecem, né mesmo? Então segure essa que recebi agora:
PROMISE HER THE MOON
You don't know what you've got
Till the love is almost gone
This time, yeah she's given up
Still in a state of shock
I should've seen it coming on
It's too late for waking up
Her mind's made up
I know the dream is over
But my heart just can't let go
She's too good to be forgotten
Too good to be true
Before my world is torn apart
I'll promise her the moon
I'll promise her the moon
I was too blind to notice her
Wrapped up in myself
Workin' hard overtime, night and day
I thought we were so secure
Can' imagine someone else
Could come between us
And take her away
Her mind's made up
I know the dream is over
But my heart just can't let go
She's too good to be forgotten
Too good to be true
Before my world is torn apart
I'll promise her the moon
I'll promise her the moon
And all the time she stood by me
I never said "I love you"
Yeah, I kept it deep down in my soul
And all the while I've been a fool
Tradução:
A ELA PROMETEREI A LUA
Você não sabe o que tem
Até que o amor tenha quase se esgotado
Desta vez ela está desistindo
Parado em estado de choque
Eu deveria ter previsto isso
Agora é tarde demais para acordar
A mente dela está feita
O sonho acabou
Mas meu coração simplesmente não desiste fácil
Ela é boa demais para ser esquecida
Boa demais pra ser de verdade
Antes que meu mundo seja destruído
A ela prometerei a lua
A ela prometerei a lua
Eu estava cego demais para notá-la
Envolvido comigo mesmo
Trabalhando demais, hora extra, noite e dia
Pensei que estávamos tão seguros
Não posso imaginar que outro alguém
Poderia vir entre nós
E levá-la embora
A mente dela está feita, eu sei
O sonho acabou
Mas meu coração simplesmente não desiste fácil
Ela é boa demais para ser esquecida
Boa demais pra ser de verdade
Antes que meu mundo seja destruído
A ela prometerei a lua
A ela prometerei a lua
E sempre que ela me esperou
Eu nunca disse: "Eu te amo"
Mas mantive isto dentro de minha alma
E a todo tempo fui um tolo
Ela é boa demais para ser esquecida
Boa demais pra ser de verdade
Antes que meu mundo seja destruído
A ela prometerei a lua
A ela prometerei a lua
A ela prometerei a lua
Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é rapidamente servido à mesa. Ela recebe um apertão na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas tem uma atitude subserviente, o que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos anos atrás.
Há homens que têm mulher. Uma mulher que está em casa na hora que pode, às vezes chega antes dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços. A mulher pode ser robusta e até meio feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota, regente de si mesma.
Há homens que têm patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que gerou uma ninhada, tanto as crianças a solicitam e ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa e muito boa mãe, tão boa que é assim que o marido a chama quando não a chama de patroa: mãezinha.
Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher, Cristina. Minha mulher, Claudia. Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que não arrastam os pés pela casa nem confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Não mandam nos caras, não obedecem os caras: convivem com eles.
Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. Vou buscar a patroa. É carinho, dizem. Às vezes, é deboche.
Há homens que têm mulher. Vou ligar para minha mulher. Vou perguntar para minha mulher. Vou buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada. Não há patrões nem empregados. Há algo sexy no ar.
Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser.
Ela matou porque esperava que o rapaz pudesse aparecer novamente no funeral de sua irmã.
Se você acertou a resposta, você pensa como um psicopata.
Esse é um famoso teste psicológico americano para reconhecer a mente de assassinos seriais ( Serial Killers).
A maioria dos assassinos presos acertou a resposta.
Para um psicopata, sempre os fins justificam os meios.
(Recebido por e-mail, então, não queiram meu mal, tá?)
Visto no blog do Serjão.
Então fique sabendo que aquele que deixa de fumar agora, tem:
Em 20 minutos sua pressão sanguínea baixar a níveis normais.
Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono baixarão e o oxigênio de teu sangue tornará seu nível normal.
Em 48 horas dimuem tuas possibilidades de ter ataque cardíaco. A nicotina abandonará teu corpo. Teu sentido de paladar e olfato voltará a ser normal.
Em 72 horas, teus tubos bronquiais relaxarão e teus níveis de energia voltarão a normalidade.
Em duas semanas tua circulação aumentará e o seguirá fazendo nas próximas 10 semanas.
De 3 a 9 meses, os problemas respiratórios desaparecerão e tua capacidade pulmonar melhorará em 10%.
Em um ano de risco de que sofras um ataque cardíaco diminuirá a metade.
(Do Antena)
O que dizer quando o encanto acaba?
A paixão nos contamina com uma incurável visão seletiva e nos torna patéticos e miseravelmente felizes. Mas, como toda doença, um dia acaba. Ou mata.
Ao acordarmos entre os sobreviventes, nos rastejamos pela autocomiseração rumo à saída (desconhecida) e, talvez, alguma alegria - que, quando vem, insiste em ser tão sutil como o gosto de uma alface. Cansados, só conseguimos mais motivos para persistir no flagelo e lastimar a súbita ruína da felicidade eterna.
Contrariando o fim do mundo pessoal, e sem notarmos, o tempo vai deixando essas sensações mais e mais dispersas.
E, num dia qualquer, desaparecem.
Ficamos curados.
Tocamos a vida, rimos do que passamos e prometemos não mais nos apaixonar. A promessa não é cumprida, e a sensação de ser atropelado por um Scania se repete até que tenhamos o domínio sobre nossas expectativas ou que alguém faça o favor de nos dizer para deixarmos de lado a crença infantilóide de que a felicidade será entregue na porta de nossa casa por alguém lindo, inteligente, bem-humorado e charmoso - ele(a) nunca virá porque não existe.
Numa noite ou dia qualquer, surgido do nada, no meio da rua, no elevador, reencontramos sem querer (e com algum sobressalto) quem nos causou o inesquecível desprazer. E, pela primeira vez, sentimos um desapontamento, meio inexplicável, mas bem nítido. Durante os cinco segundos que nos separam do cumprimento, uma tonelada de sensações chegam juntas e misturadas. Até que, de repente, olhamos para alguém muito diferente de quem nos encantou. Um completo estranho. Pela primeira vez, enxergamos essa pessoa despida da perfeição com a qual a envolvemos. Despida das nossas quase arquetípicas aspirações românticas.
Então o que era quase divino se torna frustrantemente humano. E aí, com mal-estar e um tanto de rejeição à idéia, compreendemos que a paixão é o mais narcisista dos sentimentos: nos apaixonamos pelo que queríamos que alguém tivesse, fosse, agisse, pensasse. Nos arrebatamos por nossos sonhos projetados sobre outra pessoa - e nada pode ser mais humilhante que descobrir nossa própria fraude (a não ser perceber que tudo poderia ter sido diferente se fôssemos menos egocêntricos).
Não sabemos como agir. É muito repentina a mudança de visão e a reação adequada ainda não se formulou. Vendo a pessoa se aproximar, ao mesmo tempo que tentamos descobrir o que fazer, notamos pequenos detalhes até então invisíveis: o sorriso insistente, a sobrancelha direita ligeiramente mais baixa que a esquerda. Os sapatos velhos que odiávamos mas habitavam no setor "excentricidades" agora mudam-se pro "relaxo". E vem o abraço. Já não é tão forte. Já não é tão macio. É um abraço de festa, impessoal. Nos vem uma certa aflição com o toque daquele corpo que já não reflete nosso desejo.
Onde foram parar o brilho, a beleza tão particular, a presença envolvente?
Eles estão onde sempre estiveram, só que agora esperam um novo corpo pra elegerem como abrigo. Ou um enterro oficial.
Então, passados os poucos segundos do contato, olhamos, sorrimos e lançamos um "Oi!", a única coisa que nos vem à mente. Mas o que pensamos sinceramente, porém nunca será dito, é: "Como eu pude?"
Duas amigas casadas, totalmente bêbadas, depois de voltarem de uma reuniao com as amigas, sentiram uma vontade irresistível de fazer xixi.
Pararam o carro próximo a um cemitério e apavoradas e bêbadas, sem outra alternativa, decidiram ir assim
mesmo fazer xixi lá dentro.
A primeira foi, se aliviou, e então se lembrou de que não tinha nada para se secar. Pegou a calcinha, secou-se e a jogou fora.
A segunda, que também não tinha nada para se secar, pensou: "Eu não vou jogar fora esta calcinha de renda
carissima e linda".
Então pegou a fita de uma coroa de flores, que estava em cima de um túmulo, e colocou para não molhar a calcinha.
No dia seguinte, um dos maridos ligou para o outro e disse:
- A minha mulher chegou ontem bêbada e sem calcinha...terminei o casamento...
O outro:
- Você tem sorte, a minha chegou com uma fita presa na bunda com a inscrição:
"Jamais te esqueceremos: Vagner, Moises, Elias e toda a turma da faculdade."
* Copiado descaradamente dele.
Bom dia, amores!!
Teste psicológico. Segura aí:
Uma garota, durante o funeral de sua mãe, conheceu um rapaz que nunca tinha visto antes.
Achou o cara tão maravilhoso que acreditou ser o homem da sua vida.
Apaixonou-se por ele e começaram um namoro que durou uma semana.
Sem mais nem menos, o rapaz sumiu e nunca mais foi visto.
Dias depois, a garota matou a própria irmã.
Questão:
Qual o motivo da garota ter matado sua própria irmã?
Resposta, amanhã, tá? Vai colocando o Tico e o Teco pra trabalharem...
Às vezes a distância é a melhor coisa que pode acontecer.
Na guerra ou na vida, períodos de recuo são essenciais em qualquer boa estratégia. Ou simplesmente acontecem, atropelando nossa vontade-mesmo assim, continuam sendo estarrecedoramente úteis (depois de passada a raiva por termos sidos detidos na marcha, claro). Eles nos forçam a enxergar a situação sob outro prisma, com mais frieza e, por isso mesmo, de forma mais acertada e isenta dos erros de julgamento que a intensidade e a bile nos levam a cometer (o significado do ditado chinês "o lugar mais escuro é sempre debaixo da lâmpada" tornou-se, de repente, tão claro para mim como areia em dia de sol).
O grande barato de, vez por outra, nos distanciarmos do que é nos importa é sentir o que esse redimensionamento nos causa. E seja ele qual for, a retomada nunca é insípida: ou nos faz enxergar a placa de "rua sem saída" que teimávamos em não ver ou, feito polimento em prata, devolve o brilho ao que o tempo havia enegrecido. Talvez por isso alguns casais só se entendam depois de uma separação: a dor, a sensação de ficar sem centro gravitacional, não ter mais ali ao lado quem se ama, pode provocar verdadeiros milagres na dinâmica de uma vida em comum (e na vida solo). Mas não podemos contar com milagres, precisamos da razão. O problema é que nossa suposta sapiência tende a sub-avaliar o que se tem ou (talvez seja pior), exagerar na importância e, se quisermos ser felizes, é inútil proclamar independência emocional ou tornar-se escravo das paixões. Qualquer extremismo nos isola-e, curiosamente, é só dando um pequeno mergulho na solidão que compreendemos o valor do que nos rodeia e mora dentro de nós.
Tente um MonetDepois de sofrer feito o cão por encarar tudo na base do oito ou oitenta, fiz um pacto comigo mesma: jamais levaria coisa alguma a ferro e fogo porque nada importa tanto. Absolutamente nada é imprescindível. Nem ninguém. Esse não é um discurso de auto-suficiência, pelo contrário, é uma reflexão de alguém que aprendeu na porrada (ou melhor, no choro) que só relativizando, tornando a existência e o coração mais leves, é que se pode ser feliz e, então, ser feliz com alguém. Pare de arrastar correntes, levar tudo tão a sério: a única coisa que você vai conseguir é uma úlcera. Cuide de quem ama mas não faça disso o objetivo da sua vida porque ficará, inevitavelmente, frustrado quando não tiver deles o que deu pra eles. Ou não tiver deles o que você ACHA que eles deveriam devolver. E será bem feito: você fez o que quis, porque quis, então não venha reclamar o troféu. Não existe prêmio para quem doa amor. Por isso, distanciar-se deveria ser uma tarefa cotidiana: evitaria que fôssemos sugados pelo redemoinho que sempre começa logo ali nos nossos pés, mas estamos ocupados demais pra ver. Evitaria que exercêssemos de forma tão eficaz, e perigosamente despercebida, nossos piores defeitos.
Quando algo começar a te enlouquecer, enfernizar ou surtar, use a técnica dos grandes admiradores de arte: recue diante da tela, mude de ângulo em relação a ela, observe as cores, os traços e os detalhes que, na correria, sempre passam despercebidos. Então notará que ela é muito mais do que aquele ponto preto que ficava, insistente, diante dos seus olhos.
Ser feliz, no final das contas, não é questão de sorte ou azar. É questão de perspectiva.
Uma loira chegou, em seu carro novinho, em uma loja de acessórios e disse para o vendedor:
- Quero instalar um PÁRA-RAIOS no meu carro.
O vendedor, claro, disse-lhe que, além de não ter, nunca ouviu falar de ninguém com tal equipamento em veículos. Curioso, perguntou à dondoca pra que ela queria aquilo no carro.
E a loira indignada, com as mãos na cintura, diz:
- Aloooouuuuu, é pra minha segurança!!! Ô desinformado, nunca ouviu falar de sequestro relâmpago não ???
Up date: Como ele, não resisti.
Sim, porque a semana que passou me deixou, digamos, com dor de cabeça e em off... E, depois desse descanso todo, estou como a figura acima. Em todos os sentidos.
Aqui estou eu, amores. Findi passou e não posso reclamar. Descansei, como há tempos não descansava. Sabe quando você tira o dia pra não fazer absolutamente nada? Ficar de pernas pro ar, olhando pro teto, vendo um filme aqui, outro ali, e nem atender telefone quer? Pois é. Fui eu nesse findi.
Mas tudo isso é muito bom. A gente recarrega as baterias, respira fundo e se sente mais forte para dar o próximo passo.
As idéias se organizam, traçamos planos e metas. O coração acalma e o corpo quer, ao contrário, energia.
Vamos ver o que acontecerá no próximo capítulo.
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