
Sabe
Ele fez como quem não quis nada
E me pegou
Eu também quis fingir
Mas nada colou - tudo colou
E hoje
Pode ser que a gente exploda
Sem querer
Por querer
Pois com você eu sempre topo todas
Nunca é demais - todas
Pois com você eu sempre faço todas
E peço mais - todas...
Será mesmo que as mulheres são tão independentes quanto parecem?
Olhe para aquela presidente de empresa, pra aquela apresentadora de tv ou pra produtora de moda: todas donas de si, independentes, articuladas. Todas colocaram o mundo em seus bolsos e seguiram em frente, firmes, do alto de seus saltos. Nenhuma demonstra desânimo, fragilidade - afinal, bem-sucedidas, bonitas (algumas), do que poderiam reclamar? Relacionamentos não são prioridade em suas vidas: os projetos pessoais são muito mais importantes e grandiosos do que a perspectiva de ter alguém para jantar num sábado à noite. Aliás, os homens vêm se tornando cada vez mais dispensáveis e entediantes. Excetuando o sexo, temos com as amigas tudo o que poderíamos obter da companhia de um homem, com a vantagem de não precisarmos omitir os pensamentos espúrios e politicamente incorretos em prol de uma atitude elegante. Chegou o tempo em que nos bastamos.
O parágrafo acima é uma grande mentira.
O feminismo certamente foi o responsável por profundas mudanças sociais e comportamentais. Se minhas amigas nunca tivessem queimado sutiãs, provavelmente agora eu estaria em casa tricotando um colete pro meu marido pançudo enquanto cuidava, à beira da insanidade, dos nossos três filhos gordos. Mas o tempo passou, a sociedade mudou, as mulheres já não precisam mostrar os dentes feito feras para fazer o que querem da vida: é só fazer. O problema é que todo esse esforço por libertação deixou um certo rancor residual, uma necessidade insaciável de provar auto-suficiência, um comportamento defensivo e acusatório perante os homens. E, como conseqüência, formou-se uma geração de mulheres que vagam por aí, carentes e incapazes de pedir carinho, tão poderosas quanto sozinhas.
No afã de repelir tudo o que significaria levar a vida de nossas avós - filhos, casa, cachorro, casamento -, jogamos fora uma parte imensa de nós, algo que nenhuma fogueira de sutiã vai mudar: nossa necessidade intrínseca de receber e dar afeto, poder ser frágil quando a vida é dura, ficar deitada ao lado do homem que se ama e, por que não, cuidar dele quando isso se faz necessário ou desejado. Apagamos isso de nossos registros e substituímos por uma atitude vigilante, pronta pra competir (e, invariavelmente, ganhar), defendendo a qualquer preço a liberdade - que, por culpa de alguma neurose secreta, sentimos poder ser tirada de nós a qualquer instante. Um patológico pavor da burca, que nos faz repelir os ímpetos protetores masculinos como se fôssemos ser amarradas ao pé da cama. Nos tornamos ditadoras neuróticas, tal qual os homens que provocaram nossa ira. Décadas depois, continuamos nos sentindo incompreendidas e solitárias - só que, agora, na margem contrária.
A verdade é que, por detrás da grossa armadura, nosso desejo inconfessável é voltarmos a ser ternas e perdermos o medo de que isso seja usado contra nós. É não nos sentirmos patéticas por desejarmos, vez por outra, ser cobertas de gentilezas. Tudo de que precisamos é que alguém nos ajude a sair da torre que construímos para nos defender, porque é muito frio aqui em cima.

Findi chegando, né? Amanhã, formatura do Lucca. A mãe aqui tá que não se aguenta. Haja guardanapo pra tanta babação.
Nesse dia, mas em 1935, morria em Lisboa o grande poeta português (ou vários em um, em função dos diversos heterônimos), Fernando Pessoa.
Confesso que não sabia o significado da data de hoje e fui lembrada por ele, através de e-mail. E, como bem sabemos, eu não podia deixar passar. Apreciem, pois, a poesia dele, única, em todos os sentidos:

...Antes humilhado do que morto. Para evitar ser retalhado e comido por um macho dominante, um tipo de lagostim se finge de fêmea e os dois animais praticam uma falsa cópula. Comum entre mamíferos, o comportamento é visto pela primeira vez em um invertebrado. Os dois ficam se exibindo um para o outro, urinando para indicar que são saudáveis, e começam a se empurrar. A briga não pára por aí: os dois lutam com as garras, tentando atingir suas partes moles. É quando pode surgir a falsa cópula, de comum acordo. O macho dominante monta a fêmea e cessa a violência. Nesses casos, todos os lagostins que adotaram a posição passiva de fêmea sobreviveram as primeiras 24 horas de interação em aquário.Já metade dos lagostins subordinados que não aceitaram a humilhação foram mortos nessas 24 horas......
Fazendo minha visita diária aos blogs dos amigos, ele fez um post baseado no meu de ontem, sobre o Orgasmo Global Sincronizado, que vai acontecer no próximo dia 22. E até mencionou, como faço agora, o comentário (vide abaixo) do Cláudio, do JFC, cuja dúvida é bem oportuna: "E, se o sujeito gozar no dia 21, é porque tem ejaculação precoce?"
E, a ilustração do post do Dono do Bar não poderia ser mais precisa; ele a chama de "prévia do dia 22", que roubei, descaradamente:
Já imaginaram???
Pessoas imperfeitas que somos, em algum momento, um dia, ela pode se manifestar. Eu, particularmente, ainda não apresentei nenhum sintoma até hoje, mas....E vocês?
Ablutofobia - medo de lavar-se ou de tomar banho.
Acarofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente aos parasitas ou insetos e e as suas picadas.
Acerofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente aos ácidos.
Achluofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente a escuridão.
Aclofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de multidões.
Acousticofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente ao ruído.
Acrofobia - medo das alturas.
Aeroacrofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente a lugares altos e abertos.
Aerofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de voar.
Aeronauifobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de vomitar.
Aeronausifobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente aos resfriados.
Afefobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de ser tocado.
Agliofobia - medo das dores.
Agorafobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de lugares públicos com multidões, a grandes espaços descobertos ou ao sair de casa.
Agrafobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente ao abuso sexual.
Agrizofobia - medo dos animais selvagens.
Agrizoofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente aos animais selvagens.
Agyrofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de ruas ou de atravessa-las.
Ailurofobia - medo dos gatos.
Alectorofobia - medo das galinhas.
Aliumfobia - medo do alho.
Alodoxafobia - medo das opiniões.
Amaxofobia - medo de andar de carro.
Ambulofobia - medo de andar.
Amicofobia - medo das arranhadelas ou de ser arranhado.
Amnesifobia - medo da amnésia.
Anablefobia - medo de olhar para cima.
Androfobia - medo dos homens.
Anemofobia - medo das correntes de ar ou do vento.
Angrofobia - medo de ficar zangado.
Antlofobia - medo das inundações.
Antofobia - medo das rosas.
Antrofobia ou Antofobia - medo das flores.
Anuptafobia - medo de ficar solteiro.
Apeirofobia - medo do infinito.
Apifobia - medo das abelhas.
Aracnofobia - medo das aranhas.
Aritmofobia - medo dos números.
Arrenofobia - medo dos homens.
Arsonofobia - medo do fogo.
Assimetrifobia - medo das coisas assimétricas.
Astenofobia - medo de desmaiar.
Atazagorafobia - medo de ser ignorado ou esquecido.
Atefobia - medo das ruínas.
Atelofobia - medo da imperfeição.
Aulofobia - medo das flautas.
Aurofobia - medo do ouro.
Autofobia - medo de estar só.
Automatonofobia - medo dos bonecos dos ventrílucos, estátuas de cera, criaturas animadas - tudo o que represente um ser vivo.
Automisofobia - medo de estar sujo.
Aviofobia ou Aviatofobia - medo de voar.
Bom dia! Não sei quanto à cidade de vocês (acho que é geral), mas BH é o próprio dilúvio em pessoa. Tô até planejando construir uma arca de Noé, porque os transportes terrestres vão, literalmente, boiar nessa.
Acordei com ele me chamando pra tomar um café...Tudibom, né?
Dia longo pela frente e molhado, muito molhado. Bjundas.
Coloque na sua agenda:
- No próximo dia 22 de dezembro, uma sexta-feira, será o 'Dia do Orgasmo Global Sincronizado'. Gostou da idéia? Pois é, esta é a proposta do site "Global Orgasm" - que as pessoas ao redor do planeta "escolham um lugar com muita privacidade" e tenham orgasmos com a finalidade de "mudar a energia do planeta", um tipo de "Faça amor, não faça a guerra", tão popular no final dos Anos 60...
A data escolhida é sincrônica com o Solstício (de Verão p/ o Hemisfério Sul ou de Inverno p/ o Hemisfério Norte). A idéia não é nova, já que os antigos celtas realizavam tal celebração há milênios atrás. Mas, taí a dica! :-)
Em tempo: o blog do casal Donna Sheehan e Paul Reffell co-fundadores de uma organização anti-guerra e idealizadores do evento orgástico, está neste link. Interessante...
(do Mundo no Ar)
ORAÇÃO DAS MULHERES
"Querido Deus:
Até agora o meu dia foi bem:
Não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica.
Não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes...
Não comi chocolate...
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito e não dei cheques parcelados...
Mas estou para levantar da cama a qualquer minuto...
E aí sim...
Vou precisar realmente da sua ajuda!!!!
AMÉM!!!"
ORAÇÃO DOS HOMENS
"Um brinde a nós, homens, portadores da inteligência e que nenhuma mulher sabe dar valor!
Que as nossas sejam nossas, que as deles sejam nossas, que as nossas nunca sejam deles, e que se forem deles, que sejam frias!!!
Bebo porque vejo no fundo deste copo a imagem da mulher amada...
Que a fonte nunca seque e que nossa sogra nunca se chame Esperança, porque "Esperança" é a última que morre!
Que nossa esposa seja rica, que as nossas amantes sejam o máximo e que elas nunca se encontrem.
Deus é 10, Romário é 11, uísque é 12, Zagallo é 13, e acima de 14 eu tô pegando!
Que sobre, nunca nos falte, e que a gente dê conta de todas.
AMÉM!!!"
Coloque a vírgula onde você acha necessário na frase abaixo:
"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria se rastejando à sua procura."
(Up date: Depois eu conto as duas curiosidades dessa frase).
Chega um dia em que o dia se termina
Antes que a noite caia inteiramente.
Chega um doa em que a mão, já no caminho,
De repente se esquece do seu gesto.
Chega um dia em que a lenha já não chega
para acender o fogo da lareira.
Chega um dia em que o amor, que era infinito,
De repente se acaba, de repente.
Força é saber amar doce e constante
Com o encanto da rosa alta na haste
Para que o amor ferido não se acabe
Na eternidade amarga de um instante...
( Thiago de Mello)
Os 5 judeus
Os cinco judeus que mais mudaram a forma de ver o mundo foram:
- Moisés, quando disse: "A Lei é Tudo..."
- Jesus, quando disse: "O Amor é Tudo..."
- Marx, quando disse: "O Capital é Tudo..."
- Freud, quando disse, "O Sexo é Tudo..."
Depois veio Einstein e mudou tudo quando disse:
- "Tudo é relativo".
(Do Antena)
Assim são todas as pessoas, assim somos, pedaços de complexidade ganindo ânsias de harmonia e integração. Lavra em nós um afã constante, a preparação do vir-a-ser. É a evolução inevitável. Somos um esforço inevitável. Somos um esforço sem trégua, para alcançar um "adiante" que engendrará novas disposições de avanço na direção do não se sabe. Somos pedaços de cansaço feliz por buscar o que, alcançado, transforma-se em plataforma de novos embarques. Ver-nos, como pessoas, é assistir à formidável partida entre nossas seleções internas. Somos um lindo e conturbado espetáculo de luta e jardim.
Somos a natureza no esforço de existir e propagar a espécie. Somos a expressão dolorosa da ânsia de existir. Assim somos.
Por isso, quando de olhos abertos, falando, pregando, querendo, clamando, postulando ou dizendo, somos um cansaço em andamento; somos também a busca constante da transparência e harmonia, ideais da divindade que mora em nós, incompleta, sempre em andamento em busca da transformação, como o universo.
Mas de olhos fechados, subitamente, paralisados da penosa procura, ganhamos dimensões infantis. Aflora a criança desvalida e fraca. Some a expressão dos olhos, o significado da voz, descansam os músculos faciais que definem traços representativos dos disfarces e defesas que inventamos para sobreviver.
Oieee....Ontem, acho que vocês perceberam, o bicho pegou aqui no escritório, e "de com força"! Dois prazos vencendo e a correria de segunda... Não tive tempo pra nada, nem pra visitar os blogs dos meus amigos, snifff! Mas todo mundo perdoa, né?
Hoje, chuva em BH. Acho que foi ele quem mandou. Vontade de ficar na cama e fingir que é sábado. Mas não dá.
Espero que o dia seja mais light. Muita coisa para resolver e colocar em dia.
Boa chuva, digo, bom dia, procês, quilidinhos.
Então, mos fios. Findi de arrebentar. Pura diversão. Missa de formatura do Lucca, com direito à churrascaria depois. À noite, casa de amigos com cerveja, ótimo papo e música de primeira. Domingo, calor e sol em BH. Ficar em casa com o Lucca e amiguinhos? Não dá. Aí, clube. Até o final da tarde na piscina com eles. Chegamos todos mortos de cansaço, mas o domingo foi divertido. Recarregar as bateria pra semana que está começando.
É isso aí. A correria recomeça e a semana promete, né? Juízo, para todos nós.
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