E, no entanto, superando dentes e invejas, nossos corpos se encontram. E com quanta doçura, e com quanto prazer. Doce ilusão de posse que faz com que ao dizer "meu amado" eu não esteja apenas dizendo "aquele que eu amo", mas sim "aquele corpo que por ser amado me pertence". Mas como me pertencer, e ser, portanto, uma extensão do meu próprio corpo de quem o guia?

O corpo fala no silêncio dos seus gestos. Cabe a mim entendê-lo. Mas infinitas vezes receio estar me enganando no código, e me pergunto se o corpo, saberia, como o resto, dissimular.

No desejo de conhecer a identidade de outro, brincamos. Porque no sexo, entre quatro paredes, tudo é válido. A mão que percorre as curvas, o beijo molhado, o arrepio da pele.

E as lembranças que ficam desses momentos? Estão entranhadas na memória, na mão que sua, no coração que dispara. Inútil negar esse sentimento.

De repente, como se arranca um dente

Eu cheguei para ele um dia e, sem mais essa nem aquela, despejei: "Olha, não vai dar mais. Sinto muito, mas não quero, não quero mesmo. Acabou. Prefiro que você nem me telefone." Ele insistiu um pouco, era do tipo durão e ao cabo de mais alguma conversa, saiu porta afora. Nem telefonou. Assim acabou um namoro de vários meses, que aparentemente ia muito bem.

Um outro chegou para a mulher e disse que ia passar o fim de semana caçando com os amigos. Fez uma mínima mala, deu um beijo e se foi. Telefonou no dia seguinte dizendo que não estava caçando, não estava com amigos, e também não ia voltar na segunda-feira. Assim, acabou a convivência de muitos anos, cujo fim ninguém teria previsto.

Como se arranca um dente ou uma casca de ferida, zapt! se termina um amor. Por que dessa maneira tão brutal para o outro?

O homem não ia para a caça. Mas temia ser abatido a tiros. Ou a golpes de lágrimas. Ou de chantagem. Tinha medo da mulher. Ela sempre ganhava. E ele tinha certeza de que não o deixaria ir, faria tudo para segurá-lo. E ia conseguir. Não que ele tivesse ódio da mulher, prefereria não magoá-la, falar com jeito, arrumar as coisas direitinho antes de ir. Ela ia convencê-lo a ficar. E ele simplesmente queria ir embora. A mala, aquela que fez em cinco minutos com ar displiscente, já tinha sido feita e desfeita vezes sem conta em sua cabeça, nos planos infindáveis em que, como um presidiário, arquitetava sua fuga.

Ninguém vai tão de repente quanto parece. O gesto pode ser repentino, a decisão pode ter sido tomada no último momento. Mas antes mesmo que qualquer pessoa falasse em malas, o nosso desejo já estava lá, há muito tempo, na estação.

Thank's God!

 

Com sol em BH (e acho que vai continuar assim), o findi promete. Uma cervejinha gelada, talvez uma chegadinha ao clube para diversão.

E a pergunta que não quer calar: Caso ou compro uma bicicleta?

Os dois lados da moeda???
Divagações
(...) Esse amor adiado, esse amor que fica pra sempre, essa idéia do amor que existe como algo que pode ser aproveitado mais tarde, porque senão é disperdício. E passa-se o tempo, passa-se milênios e aquele amor vai ficar até debaixo d´água como uma cidade submersa e vai ser usado por outras pessoas, um amor que não foi utilizado porque não foi correspondido então ele fica ímpar, pairando ali, esperando que alguém o apanhe e complete a sua função de amor (...)

(Chico Buarque)
Independência ou Morte

D. Pedro vinha a cavalo, chegou perto do riachão, parou, ergueu-se nos estribos e, arrancando do ombro as fitas portuguesas, proclamou a independência. E independência é coisa tão bonita, que deu feriado até hoje.

Independência assusta. Assusta todo mundo antes, e, às vezes, depois. Independência assusta antes de tê-la, porque é nova. Assusta porque significa o fim do bode expiatório. Difícil, num só lance, é convencer os pais que a gente quer é se achar. Existe, é claro, o gênero independência ou morte. A gente dá o grito, faz as malas e sai batendo a porta, alheia à pressão alta da vovó, ao quase infarte do pai, aos soluções da mãe.

É nessas horas, quando a gente está de bateria quase descarregada,que a independência fica mais bonita. A gente está arriada, está certo, mas no canto da gente; está meio murcha, mas amanhã é outro dia e a gente vai botar a língua de fora novamente, não de cansaço, mas de brincadeira auto-suficiente; dando língua para o mundo inteiro e para mágoa passageira já vencida.

Um amanhã movimentado, vital, com trabalho, desafios, amigos a encontrar, homens a conhecer, ou a amar, ou a despachar. 

O descanso do gato guerreiro...

Como vocês bem sabem, amo gatos.

Mais uma...
Durante o vôo, o comandante pega o microfone e fala:
- Senhores passageiros, quem vos fala é o comandante Timmy. Estamos voando a uma altitude de 9.800 metros, numa velocidade de 920 quilômetros por hora. Neste momento estamos sobrevoando a cidade de... o que é isso...!!!!! Oh! Meu Deus!
Plóct... Pléct... crash...
O pânico tomou conta dos passageiros.
Momentos depois...
- Senhores, desculpem o susto, mas enquanto falava, fui pegar minha xícara de café e acabei derrubando nas minhas calças...
- Ahhh! - fizeram os passageiros aliviados.
- Puxa! - continuou o comandante, para distrair - vocês precisam ver em que estado ficou a parte da frente das minhas calças...
Ao que alguém, lá no fundo da aeronave, gritou:
- E você precisa ver em que estado ficou a parte de trás das minhas, seu filho da puta!!!!!!!!!
Que título você daria???
Daqui a 10 anos...
 Onde e como você pretende estar daqui a dez anos?

Quando o relógio do tempo marcar mais uma década, a partir de hoje, você poderá estar, exatamente, onde e como quiser.

E basta querer, planejar e começar a executar o seu projeto de vida.

Uma boa parcela da humanidade viaja nos sonhos de riqueza, luxo e ostentação, como se a vida fosse totalmente dedicada ao exercício da plenitude e extravagância do viver, com todos os caprichos e sofisticação que a imaginação pudesse alcançar.

A maioria apenas continuará sonhando.

Mas é certo que uns poucos indivíduos da parcela restante, além das conquistas materiais,
pretendem vencer na vida, superar as dificuldades, deixar para a proxima geração um grande exemplo de dignidade, de perseverança e respeitabilidade.

Estes fazem alguma coisa para alcançar o ideal estabelecido.

Na verdade, qualquer que seja a sua meta para daqui a dez anos, o grande desafio é que você
tem que começar a executá-la exatamente agora, neste momento, senão estará assumindo o
risco de postergar seu sonho, renunciar as suas ambições e, pior, covardemente, deixar quedar-se no tempo como uma pária, já vencido pela propria convicção.

A reação é a arma de que você dispõe de imediato; o saber é o grande instrumento que pode levá-lo em direção a qualquer rumo, qualquer canto geográfico do universo, ou ainda, claro, alçá-lo ao topo de qualquer sonho.

Mas é preciso querer.

Depois de querer e preciso agir - e agir de pronto, sem hesitação. Só assim estes primeiros minutos dos próximos dez anos ja começarão a correr em seu benefício e, não, contra o resto de tempo de que você dispõe neste mundo.

Estamos às portas do terceiro milênio; e tempo de decisão, ainda há chance de vencer o tédio e a resignação.

Afinal, você - e só você - poderá colorir e dar vida aos sonhos para além dos próximos dez anos dessa existência.

Solte-se das amarras da inércia, erga-se, não se deixe resignar.


E vale???

Foi tudo junto. A geladeira parou, o computador deu defeito, a fechadura quebrou e o dvd pifou. Tive que tomar aquelas providências e ficar em casa esperando os técnicos (que cobram o conserto mais a visita), e na hora de pagar, a cena de sempre: Aceita cartão? Cheque? Sempre dá, mas fiquei pensando seriamente em como a minha vida seria diferente se eu tivesse um homem para me sustentar; aliás, ainda vou ter.

E, quando tiver um, vai ser assim:

Vou acordar sempre linda, de camisola bordada (à mão e combinando com os lençóis). Toco a campainha e vem a empregada, com um enorme sorriso, como nos filmes, dizendo bom dia e abrindo as cortinas. Aí eu me espreguiço, como nos filmes, e tomo um chá preto, sem açúcar. Ele gosta de mulheres magras. Depois do banho (com muita espuma), chega um enorme buquê de flores. No meio das flores, um estojo de camurça com brincos de safira e no cartão: Te amo.

A vida é bela.

Depois do almoço (uma folha de alface e um copo d'água - ele me quer magra), vou inventar alguma coisa. Vou ao cabelereiro, essas coisas. Como preciso preencher meu tempo, um dia depilo a perna esquerda e no outro volto pra depilar a direita. Às terças-feiras, faço as mãos, às quintas, os pés. Do salão faço várias ligações do meu celular. Sou invejada.

Quando ele chega, enfim, desmaio (de fome, entre outras coisas).

E quando acordo, penso que o maior luxo que uma mulher pode almejar é sair, jantar, viver, transar, o que for, só com o homem que ela quer.

Me preparo, alegremente, para ver como vou conseguir pagar minhas contas no fim do mês, porque mudei de idéia.

Deus me livre, mas Deus me livre mesmo, de ter um homem que me sustente.

And the show...

 Sim, meus amigos quilidos, a Maçã aqui que vos escreve está abarrotada de trabalho. Nem tempo pra olhar pro lado e dar um beijinho na foto do Bon Jovi, que insiste em chorar de tanta desolação.

Mas, amanhã, acredito que será um dia mais light. Rezemos, pois. Só assim, voltaremos à nossa progamação normal.

Up date: Ele volta hoje pra Sampa.

 

Nem todos dizem "Eu te amo"
É a frase que mais desejamos ouvir na vida, e não da boca de nossa mãezinha. Eu te amo. Imagine escutar essas três palavrinhas mágicas ditas pelo cara que você desejou desde o primeiro dia em que o viu e que só foi reparar em você anos depois. Ouvir da gata mais linda da cidade, aquela que você pensou que nunca te daria bola. Ouvir do seu namorado caladão, cuja voz está sempre vários decibéis abaixo da humanidade. Ouvir da sua namorada que jura nunca ter dito isso pra ninguém antes. Te amo. É de deixar qualquer um pulando num pé só.

Porém, é difícil encontrar alguém que saiba usá-la com uma freqüência razoável. Ou essa frase é dita de cinco em cinco minutos, banalizando-se, ou é dita de cinco em cinco anos, e ninguém agüenta esperar tanto.

Você deve conhecer um casal assim: não desligam o telefone antes de se afogarem em declarações: "te amo", "eu também", "diz a frase completa", "eu também te amo", "te amo também". O amor é lindo, portanto, perdoa-se tanto mel. Pior é quando o diálogo que vem antes é completamente sem romantismo: "Luciana, você pegou a chave do meu carro?" "Eu nem sei dirigir, Antônio" "Droga, vê se eu não deixei do lado do cinzeiro" "Tem dó, Antônio, tô saindo de casa" "Custa você me dar essa força?" "Não tá do lado do cinzeiro, já olhei" "E embaixo da cama?" "Capaz que vou me ajoelhar pra olhar lá embaixo, tô de meia-calça nova!" "Muito obrigado, viu?" "Irônico"
 "Imprestável" "Vê se não me amola, tchau, te amo". Despedidas mecânicas.

Um "te amo" dito por hábito perde todo o sentido, é só mais uma frase, como "me passa o sal". Nada nos deixa mais carentes do que ouví-la 500 vezes, como se estivéssemos namorando um papagaio bem treinado. Minto: tem, sim, uma coisa pior. Não ouvir nunca.

Vocês namoram há um ano, transam, viajam juntos, ele devora você com os olhos e nunca passou do "eu te adoro". A revista Capricho fez uma reportagem sobre isso. Medo de comprometer-se, foi a conclusão. Compreende-se, mas uma vezinha só não mata. O que eles pensam, que serão transportados para um altar assim que terminarem a frase? Bobagem.

O máximo que essa frase consegue é nos transportar para as nuvens. Se você ama alguém, diga, e não esqueça de apertar o cinto antes de decolar.



Pra saber a previsão do tempo...
Piadinha do dia
MARIDO FIEL E VERDADEIRO
O marido estava sentado, quieto, lendo o jornal. Foi quando sua mulher, furiosa, vem da cozinha e senta-lhe a frigideira na cabeça.
Espantado, ele levanta e pergunta:
-- Por que isso agora?
-- É pelo papelzinho que eu encontrei na sua calça com o nome Marilu. E  também um número.
-- Querida, lembra do dia em que fui  a corrida de cavalos? Pois é...
Marilu foi o cavalo no qual  eu apostei, e o número foi o quanto estavam pagando pela aposta.
Satisfeita, a mulher, desapontada e arrependidíssima de seu gesto, sai pedindo desculpas...
Dias depois, lá estava ele novamente sentado quando leva uma nova porrada, desta
vez com a panela de pressão. Ainda mais espantado (e zonzo), ele pergunta:
-- O que foi desta vez, meu amor?
-- Seu cavalo ligou...
Eita que hoje é segunda!!!

 

Nem me fale. O findi foi tranquilo, com direito a tomar uma garrafa de vinho... sozinha! Ontem, Lula e eu recebemos nossos amigos para um bate-papo e uma (?) cerveja. Foi ótimo.

Hoje à noite, ele volta pra Sampa e eu fico aqui, em meio à correria normal e com profissionais arrumando meu ap.

A saga começa hoje. E a reza também. Ótima semana pra todos nós.

Up date: Hoje, na hora do almoço, Lula e eu chegamos à conclusão que NÃO dá pra ele voltar hoje. Muita coisa pra resolver sobre a reforma. Mas a reza continua, tá? E a paciência? Quem tiver, me mande...

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