"Beije-me", pedia ela no amor, quantas vezes aos prantos, a boca entreaberta, sentindo a língua inchar entre dentes, de inútil desejo.
E ele, por repulsa secreta sempre profundamente negada, abstinha-se de satisfazer seu pedido, roçando apenas vagamente os lábios no pescoço e rosto. Nem se perdia em carícias, ou se ocupava de despir-lhe o corpo, logo penetrando, mais seguro no túnel das coxas do que no possível desabrigo da pálida pele possuída.
Com os anos, ela deixou de pedir. Mas não tendo deixado de desejar, decidiu afinal abandoná-lo, e à casa, sem olhar para trás, não lhe fosse demais a visão de tanto sofrimento.
Mão na maçaneta, hesitou, porém. Toda a sua vida passada parecia estar naquela sala, chamando-a para um último olhar. E, lentamente, voltou a cabeça.
Sem grito ou suspiro, a começar pelos cabelos, transformou-se numa estátua de sal.
Vendo-a tão inofensivamente imóvel, tão lisa, e pura, e branca, delicada como se translúcida, ele jogou-se pela primeira vez a seus pés.
E, com excitada devoção, começou a lambê-la.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns odores ja começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos "maio" como o "mês das noivas" e a explicação da origem do buquê de noiva.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho.
Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era posíivel "perder" um bebê lá dentro.
É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente, "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos.
Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivete" tem o seu equivalente em
inglês em "it's raining cats and dogs" (está chovendo gatos e cachorros).
Continua...
Como não há mal quer perdure.... hoje é sexta!!! De ressaca, graças às minhas amigas e à minha "despedida de solteira"... Mas já tomei um café forte, aspirina e seja lá o que Deus quiser.Está valendo cada badalada de sino que tô ouvindo dentro da minha cabeça, viu, meninas???
Mas eu me recupero, me recupero. Mesmo porque ele chega amanhã e, até lá, já vou estar pronta pra outra.
Up date: Hoje tô meio lentinha, tá? Me perdoem.
São os passos de um cigano que me seduz acompanhar.
Por você me deixei enfeitiçar e a você já fiz pecar.
Sou presa fácil, fascinada, sem qualquer desejo de poder me libertar.
Sinto todo meu corpo em disponibilidade, como se cada poro se abrisse novamente,
na expectativa de você.
Tara? Obsessão?
Desejo de uma mulher que alguns homens intuíram, mas só você pode conhecer.
Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros.
Na Idade Média, não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico.
As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio. Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene. Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).
Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e a quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de, também, espantar os insetos.
Amanhã tem mais.
No meio do trigal, pernas abertas, abrigava pássaros. Era sempre assim. Com a chegada do verão sentia-se fértil, ensolarada de desejo, mãe da terra.
E deitava-se entre as hastes rígidas, as espigas túrgidas, à espera. Logo, pardais vinham aninhar-se entre suas coxas, fazendo-a suspirar com a doce carícia das asas. Esmagava entre os lábios pétalas de papoulas, e gemia. Fremir de plumas, pequenos bicos, breves pios, delícias. E as línguas do sol sobre os seus seios.
Mas era só entardecer, quando o gavião em vôo desenhava círculos de sombra sobre o ouro, lançando-se como pedra entre suas carnes para colher o mais tonto dos pardais, que as hastes estremeciam, enfim, inclinando as espigas ao supremo grito.
O que faz um advogado para evitar multa...
Um advogado andava em alta velocidade pela cidade com seu BMW quando foi parado pelo guarda de trânsito.
Guarda:
- O senhor estava além da velocidade permitida, por favor a sua habilitação.
Advogado:
- Está vencida.
Guarda:
- O documento do carro.
Advogado:
- O carro não é meu.
Guarda:
- O senhor, por favor, abra o porta luvas.
Advogado:
- Não posso, tem um revólver ai que usei para roubar este carro.
Guarda (já bastante preocupado):
- Abra o porta malas!
Advogado:
- Nem pensar! Na mala está o corpo da dona deste carro, que eu matei no assalto.
O guarda, vendo-se diante das circunstâncias, resolve chamar seu superior.
Chegando ao local, o superior dirige-se ao advogado:
Superior:
- Habilitação e documento do carro por favor!
Advogado:
- Está aqui senhor, como vê o carro está no meu nome e a habilitação está regular.
Superior:
- Abra o porta luvas!
Advogado (tranqüilamente.):
- Como vê só tem alguns papéis.
Superior:
- Abra o porta malas!
Advogado:
- Certo, aqui está... como vê está vazio.
Superior (constrangido):
- Deve estar acontecendo algum equívoco, o meu subordinado me disse que o senhor não tinha habilitação, que não era o dono do carro pois o tinha roubado, com um revólver que estava no porta luvas, de uma mulher cujo corpo estava no porta malas.
Advogado:
- Só falta agora esse sacana dizer que eu estava em alta velocidade!!!!!
(Up date: Enviado, por e-mail, por um colega de profissão)
Tudibom pra nóis!!!
Ele é aquele amor inteiro, o de um homem monobloco, bem definido, amor de sonhos cansados, amor cheiro de roupa suada, de tabaco, cerveja, odor de boca conhecida.
Ela é amor de conquista e segredos. As fantasias, todas guardadas no baú das impossibilidades, doces fantasmas do amor impossível, à espera de ativação.
Feminina à plena carga, ama a inteireza dele, o seu amor firme e definido, vedado a sonhos como os seus, nos quais espocam as paixões guardadas, o não vivido intenso, doloroso e lindo.
Ele é a figura do namorado. Um ser especial, pessoa boa e mergulhado na vida para cogitar sobre ela. Um ser capaz de amar fundo e com a mesma emoção adolescente, mas impossibilitado de examinar o que se passa no mundo interior dela, em turbilhão, a complexidade.
Ela é feita dessa dolorosa separação dos vários reais a que somos levados pelas defesas aprendidas num mundo de aparências. Ela é a própria expressão da incompletude humana, sempre buscando a dimensão que falta até mesmo quando tudo sobra, como o tipo de amor/tecido por aqueles dois.
Um grupo de anões decide jogar futebol. Alugam um campinho de várzea e vão pra lá contentes e eufóricos.
Com essa, meus desejos foram atendidos...
Para começar o dia. Essa figura, como todos nós sabemos, fazendo das suas. Me poupem, né?
Mas é dia de sol aqui em BH e o dia promete. Chefe viajou e, apesar de ter coisitas para fazer, vou ser, mais uma vez, a dona do meu tempo.
Tempo esse que vai mudar nos próximos dias, com a chegada dele. Hoje é minha despedida de solteira.
Não quero nem que Deus me ajude, se é que vocês me entendem, hehehe! Bjus envenenados e ótimo dia!!!
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas;
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(Carlos Drummond de Andrade)
e
(Grey's Anatomy). Ce num vai perder, né???
Se não está mais dando certo, vou-me embora. Sinto vertigens quando a relação começa a degringolar, porque é muito difícil não piorar as coisas ainda mais. Quando a gente percebe que está começando a perder, acaba fazendo tudo para perder cada vez mais.
Se as brigas começam acontecer, fico angustiada. Tenho medo de que a gente não consiga reequilibrar o barco, que um de nós dois, ou os dois, levante subitamente e, no impulso, nos afunde. Não sei se isso vai acontecer, nem quando. Tento esperar um pouco, mas minha ansiedade cresce desmesuradamente.
De repente, me levanto eu, e, de propósito, para por a este fim insustentável, chamo a água para dentro com o peso do meu corpo.
Além disso, como saber a maneira de não piorar? E como ter certeza de que, sabendo, é isso mesmo que tem que ser feito?
Se lhe dou um beijo, melhoro as coisas? Se lhe dou um chute, pioro tudo?
Vertigens. Já não sei o que fazer. Sinto que vou virar esse barco sem nem perceber que levantei. Mas pode ser que eu me levante por achar que sou incapaz de melhorar as coisas, que piore tudo, que sou um macaco em loja de louças, quando, na verdade, não é nada disso.
É uma traição? A gente deveria falar antes, avisar, olhar, dizer, eu não gosto de ser sacudida? No mínimo a gente tenta. Mas há estruturas que não mudam. E quando a gente percebe isso, começa a organizar a defesa.
Vertigens. Saio pela porta. Chorarei depois.
Adivinhe qual auau encontrou a droga primeiro???
Findi passou rápido, né? Mas tudo bem. Vamos encarar a semana com bom humor e resolver o que tem pra ser resolvido. O meu foi tranquilo. E põe tranquilo mesmo.
Tô me preparando para chegada dele nessa semana. Novos caminhos e desafios pela frente.
Vamos nessa.
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