
Sei que você gosta quando eu te chamo de puta, com a voz rouca de tesão. Se te chamo de minha puta, então, você delira. Minha puta! Tarada! Sacana! Eu te xingo com todas as palavras grosseiras que aprendi, invento novos nomes feios só pra você, logo você que é tão bonita, tão comportada, tão mãe do seu filho, esposa amorosa, tão dona-de-casa…
Ninguém te sabe assim tão minha, ninguém te sabe assim tão puta.
Dele.

Sabe o que é prioridade, né? Pois então. Tem certos momentos na vida em que a definição dessa palavra se faz necessária, para que possamos tomar as atitudes certas. E tenho dito.
Queremos mulher carnuda
Em breve, minha amiga, não mais abraçaremos vocês e diremos assim no ouvidinho: gostooosa... Infelizmente. Pois do jeito que vai essa paranóia feminina de emagrecer, gostosas serão espécimes raríssimos. Sim, eu sei que tem homem que traça tudo que aparece. Mas até esse nunca vai achar gostosa uma magrela esquelética que mais parece um lego desmontando. Pois bem. Foi pra lutar contra esse absurdo que criamos a Samuca. Sejam todos bem vindos à Sociedade Amparadora da Mulher Carnuda.
Somos uma sociedade sem fins lucrativos. Nosso objetivo: ajudar a mulher a se libertar da cruel ditadura da magreza. Assim teremos mais mulheres carnudas.... e de bem com a vida. Se a mulher carnuda atrai mais pretendentes, imagine a mulher carnuda e feliz! E nós, homens do sexo masculino, finalmente poderemos chamá-las novamente de gostooosas. Será uma grande festa. Membro da Samuca pagará meia.
Quem disse, minha querida, que homem gosta de esqueleto? Não gosta. Com exceção de antropólogo. Homem gosta é de mulher carnuda, mulher gostosa. Nós gostamos de pegar, apalpar, apertar, agarrar, espremer. Homem é parente do polvo, tem oito mãos, e todas elas, vem cá, deixa eu te dizer, todas elas amam deslizar assim, ó, pelo relevo ondulante do teu corpo, sabia?... subir e descer as protuberâncias... se enxerir nas reentrâncias... Ops, mas você não tem carne. Onde eu vou pegar? Mulher é como abismo de filme de ação: tem que ter um lugarzinho pra segurar senão adeus mocinho.
Ultimamente as mulheres só querem ter ossos. Suam, gastam fortunas, fazem dietas impossíveis, ficam mal humoradas, adoecem, morrem... Pra quê? Pra extirpar as deliciosas saliências com que a natureza lhes brindou e que tanto nos fascinam. Enlouqueceram? Não sei, isso tudo tá muito estranho...
|
Essa paranóia é ridícula. Sei que vaidade é algo natural da espécie: o Homo sapiens se embeleza pra conquistar um bom parceiro. Mas como vocês esperam nos seduzir com ossos? Magra tudo bem, dá pra ser uma magra gostosa. Mas magrela não. Aliás, o magrelismo feminino exclui automaticamente a possibilidade de protuberância glútea, que, você sabe, nós amaaamos... Lamentavelmente, em vez de invejar a mulher que tem os homens a seus pés, muitas mulheres invejam a magrela seca desnutrida. Acontece que essa, mesmo fazendo compras em Paris, não atrai o bicho homem. Tá, uma mulher obesa também é complicado. Mas é possível ser gorda e gostosa, claro que sim. Infelizmente muitas de vocês estão tão paranóicas que se excitam mais com dieta que com sexo. Nessas mulheres a real felicidade se mede pela inveja óssea com que se provocam umas às outras. É o fim do mundo. |
Escutem, meninas, por favor: isso é i-lu-são. E é contra essa ilusão que a Samuca luta. Oferecemos cursos gratuitos de DDM, desconexão da ditadura da magreza, com os melhores profissionais do mercado, eu inclusive. O que está esperando? Comece hoje mesmo! Venha sentir as delícias que só uma mulher carnuda pode ter! E você ainda ganha esse incrível controle remoto que também gela a cerveja. Heim? Não, não tem outro brinde, foi esse que o departamento de promoções escolheu.
Toda essa paranóia é causada pela ditadura da magreza. Mas quem instalou essa ditadura? Arrá! O responsável por tudo isso é uma entidade muito poderosa. Ela é abstrata, descentralizada e tem ramificações em toda a sociedade e agentes infiltrados em banheiros femininos. E nós homens nunca a entendemos muito bem. É o terrível Mundamoda. Essa coisa maléfica é mantida por estilistas, donos de agências, publicitários, editores de revistas e empresários que, na verdade, têm ódio mortal das mulheres. Por isso se superam a cada dia no objetivo de torná-las infelizes em nome de um ideal de beleza que é tão ridículo quanto inatingível.
O mais chato sabe o que é? Muitas mulheres concordarão comigo, sim. Mas amanhã se sentirão novamente infelizes assim que passarem pela primeira banca e virem uma revista feminina.
Sim, é preocupante, minha amiga. Mas a Samuca tem a solução. Vou te resumir como funciona o curso de DDM. Nível 1: você presta atenção ao que realmente atrai os homens. Como sei que você gosta mais de sexo que de dieta, você vai conseguir. Nível 2: esqueça os elogios de seu amigo gay. Ele jamais te verá com os nossos olhos. Nível 3: você proíbe papo de dieta em sua casa. Sim, é necessário, qualquer amiga pode ser uma agente infiltrada do Mundamoda. Conseguiu passar desse ponto? Ótimo! Olhaí, você já tá com umas curvinhas bem apetitosas, hummm, a cinturinha boa de segurar... Desculpa, me empolguei. Quarto e último nível: você pára de comprar certas revistas femininas, a principal arma do Mundamoda. Elas na verdade são pílulas mentais que deformam a auto-imagem feminina. Passou desse nível? Maravilha! Olhe só pra você: você agora é uma linda mulher carnuda! E muito feliz! Uma mulher cuja maior preocupação será administrar a fila. Parabéns! Hummm, mas você... realmente... Vem cá, deixa eu te dar um abraço. Gostooooosa...Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, 3a. pedra do Sol

Quando forem viajar, levem o estritamente necessário, viu? (Queridas amigas: vale também pra nós...)
Com esse friozinho que chegou "de com força", nada como um bom vinho nesse findi. E sem esquecer a estréia dessa sexta: Piratas do Caribe - No fim do mundo.
Para quem andou passeando por Marte nas últimas semanas, um pouco do enredo:os vilões de "O baú da morte", o capitão britânico Cutler Beckett e o malévolo Davey Jones, se tornaram a maior ameaça que os piratas de todo o mundo algum dia enfrentaram. Para combatê-los, será preciso reunir as forças dos membros de uma confraria que reúne os nove mais perigosos piratas de todos os tempos. Só que um deles está desaparecido – exatamente Jack Sparrow (Johnny Depp), o herói da série. Seus amigos Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley), com a ajuda do Capitão Barbossa (Geoffrey Rush), assumem a tarefa de encontrar Sparrow e apoiá-lo no conflito que se seguirá.
Imperdível. Sem falar na apresentação de ontem, no American Idol (canal da Sony) do meu delicioso Bon Jovi. Sim, amigos, babei. E morro de inveja da mulher dele, a Dorothea. Pronto, falei.
Ótimo findi pra todos nós!
Às vezes a distância é a melhor coisa que pode acontecer.
Na guerra ou na vida, períodos de recuo são essenciais em qualquer boa estratégia. Ou simplesmente acontecem, atropelando nossa vontade-mesmo assim, continuam sendo estarrecedoramente úteis (depois de passada a raiva por termos sidos detidos na marcha, claro). Eles nos forçam a enxergar a situação sob outro prisma, com mais frieza e, por isso mesmo, de forma mais acertada e isenta dos erros de julgamento que a intensidade e a bile nos levam a cometer (o significado do ditado chinês "o lugar mais escuro é sempre debaixo da lâmpada" tornou-se, de repente, tão claro para mim como areia em dia de sol).
O grande barato de, vez por outra, nos distanciarmos do que é nos importa é sentir o que esse redimensionamento nos causa. E seja ele qual for, a retomada nunca é insípida: ou nos faz enxergar a placa de "rua sem saída" que teimávamos em não ver ou, feito polimento em prata, devolve o brilho ao que o tempo havia enegrecido. Talvez por isso alguns casais só se entendam depois de uma separação: a dor, a sensação de ficar sem centro gravitacional, não ter mais ali ao lado quem se ama, pode provocar verdadeiros milagres na dinâmica de uma vida em comum (e na vida solo). Mas não podemos contar com milagres, precisamos da razão. O problema é que nossa suposta sapiência tende a sub-avaliar o que se tem ou (talvez seja pior), exagerar na importância e, se quisermos ser felizes, é inútil proclamar independência emocional ou tornar-se escravo das paixões. Qualquer extremismo nos isola-e, curiosamente, é só dando um pequeno mergulho na solidão que compreendemos o valor do que nos rodeia e mora dentro de nós.
Tente um MonetDepois de sofrer feito o cão por encarar tudo na base do oito ou oitenta, fiz um pacto comigo mesma: jamais levaria coisa alguma a ferro e fogo porque nada importa tanto. Absolutamente nada é imprescindível. Nem ninguém. Esse não é um discurso de auto-suficiência, pelo contrário, é uma reflexão de alguém que aprendeu na porrada (ou melhor, no choro) que só relativizando, tornando a existência e o coração mais leves, é que se pode ser feliz e, então, ser feliz com alguém. Pare de arrastar correntes, levar tudo tão a sério: a única coisa que você vai conseguir é uma úlcera. Cuide de quem ama mas não faça disso o objetivo da sua vida porque ficará, inevitavelmente, frustrado quando não tiver deles o que deu pra eles. Ou não tiver deles o que você ACHA que eles deveriam devolver. E será bem feito: você fez o que quis, porque quis, então não venha reclamar o troféu. Não existe prêmio para quem doa amor. Por isso, distanciar-se deveria ser uma tarefa cotidiana: evitaria que fôssemos sugados pelo redemoinho que sempre começa logo ali nos nossos pés, mas estamos ocupados demais pra ver. Evitaria que exercêssemos de forma tão eficaz, e perigosamente despercebida, nossos piores defeitos.
Quando algo começar a te enlouquecer, enfernizar ou surtar, use a técnica dos grandes admiradores de arte: recue diante da tela, mude de ângulo em relação a ela, observe as cores, os traços e os detalhes que, na correria, sempre passam despercebidos. Então notará que ela é muito mais do que aquele ponto preto que ficava, insistente, diante dos seus olhos.
Ser feliz, no final das contas, não é questão de sorte ou azar. É questão de perspectiva.
Sim, pipol, é oficial: Vão refilmar a "Ilha da Fantasia". Com Eddie Murphy. Alguém aposta??? E quem faria o Tattoo, meu Deus?
Dizem que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno. Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem a porta, viram uma sala cujo centro havia um caldeirão de sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher de cabo comprido, que lhes permitia alcançar o caldeirão, mas não a própria boca. O sofrimento era grande.
Em seguida, Deus levou o homem a conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta, as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados.
- Eu não compreendo - disse o homem a Deus - por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?
Deus sorriu e respondeu:
- Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comida uns aos outros.
Carol me passou esse dever de casa que faço com muita alegria. Tá certo que é difícil listar só 5 blogs de amigos. Mas, de uma maneira ou outra, como só posso citar 5 deles, aí vai (os que aqui não estiverem nunca deixarão de ser meu vício sem cura):
De tudo, um pouco - Não poderia deixar de ser o primeiro, né? Foi através desse blog que o conheci e que ficamos amigos. Depois da amizade, vocês sabem... Hoje, estamos felizes e juntos. Lá tem, como o nome mesmo diz, um pouco de tudo: piadinhas, vídeos, pensamentos e etc. Imperdível.
Zip Zap - Esse blog é um filho nosso. Meu e dele. Ainda quando ele morava em Sampa, escrevíamos juntos, mas em cidades diferentes. Às vezes, ele fica sem paciência e dá um tempo. Mas eu, como boa mãe, seguro a onda e sigo em frente. Escrevemos o que passa na cabeça e no coração.
Anônimos Secretos - Não faz muito tempo que eu o conheci, mas logo vimos que temos muita coisa em comum: o prazer de escrever. No blog dele, muito pensamento, muita postura em relação a assuntos diversos, pitacos sobre séries de tv... Tá esperando o quê?
JU - Temos uma história de amor parecida: ela conheceu o amor através da net e vão se encontrar agora em julho. Quando leu um post que fiz há um tempo atrás, me contou a sua história e torço para que a história dela tenha um final feliz como a minha. Romântica que é, lá no blog tem muita poesia. Ah, o amor...
Meu ouvido não é penico - Chawca é meu amigo blogueiro de posts bem variados. Fala de música, que eu adoro, tem vídeos hilários, pensamentos e posturas pessoais, uma mistureba que faz bem. Porque o ouvido da gente não é penico.

Hoje é um dia especial porque é o Dia do Abraço. Na correria do dia-a-dia, a gente, às vezes, quer abraçar alguém, beijar, dizer o quanto aquela pessoa é importante pra nós, o quanto a amamos, mas... fica pra depois. Os grandes sentimentos não podem ficar pra depois, porque eles estão lá, pulsando dentro de nós, pedindo vida e gesto.
Por essa e por outras, sintam-se todos abraçados e beijados, my friends. Porque todos vocês estão do lado de dentro. Do peito.
"A vida se comporta como se estivesse sempre continuando. Dessa forma, eu acho melhor para os idosos irem adiante. Olharem para frente, para fazerem planos, como se fossem viver séculos. Aí então eles vivem de acordo; mas quando se tem medo, quando não se anseia pelo amanhã, olha-se para trás. Isso petrifica, endurece e morre-se antes do tempo. Mas quando se 'vive' pensando nas grandes aventuras por vir, assim vivifica-se." (Carl Gustav Jung).
Tantas palavras, meias palavras
Nosso apartamento, um pedaço de Saigon
Me disse adeus no espelho com batom
Vai minha estrela iluminando
Toda esta cidade como um céu de luz neon
Seu brilho silencia todo som
Às vezes você anda por aí
Brinca de se entregar, sonha pra não dormir
E quase sempre eu penso em te deixar
E é só você chegar pra eu esquecer de mim
Anoiteceu, olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão
Espero você voltar pra Saigon
Anoiteceu, olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão
Espero você voltar pra Saigon
Tantas palavras, meias palavras
Nosso apartamento, um pedaço de Saigon
Me disse adeus no espelho com batom
Vai minha estrela iluminando
Toda esta cidade como um céu de luz neon
Seu brilho silencia todo som
Hum, hum, hum
Às vezes você anda por aí
Brinca de se entregar, sonha pra não dormir
E quase sempre eu penso em te deixar
E é só você chegar pra eu esquecer de mim
Anoiteceu, olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão
Espero você voltar pra Saigon
Anoiteceu, olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão
Espero você voltar pra Saigon
|
|
||||
|
||||
|
||||