Ótimo final de semana...

 

Parafraseando Nelson Rodrigues, nem toda mulher gosta de ser algemada. Só as normais. As neuróticas reagem, confundem submissão com humilhação, não entendem que tudo não passa de um jogo.
Eu gosto de jogar. E você?

Dele

Descubra quem é o Joãozinho...

Você já ouviu muitas histórias de Joãozinho na escola, o sabichão, sempre deixando a professora constrangida.

Segue uma foto ilustre de toda a classe.

Veja como é fácil descobrir o Joãozinho!!!

Num é?
Tortura Moderna

- Tenta sim. Vai ficar lindo !

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?

- Virilha.

- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.

- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?

- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique.
Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.
Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?

- ...é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.

- Ah, sim, claro.

- Pode abrir as pernas.

- Assim?

- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que
era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?

- Não, eu quero só virilha, bigode não.

- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.

- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?

- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?

- Hein?

- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?

- Hein?

- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara
dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?

- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

- Máquina de quê?!

- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

- Dói?

- Dói nada.

- Tá, passa essa merda...

- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total
redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?

- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas
amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br. Queria tudo. Menos namorar.

(Recebi por e-mail)

Vamos combinar?

Com o friozinho que anda fazendo nesses dias (aproveite o feriado), nada como uma sopinha quentinha e esperta.

Se ainda for dessa Maçã aqui....hummm.....vai encarar ou vai ficar chupando o dedo?

Curiosidades e dicas da Maçã

Você sabia?

Segundo a religião, quando São João Batista nasceu, no dia 24 de junho, sua mãe, Isabel, queria dar a notícia à prima Maria. Como naquela época não existia telefone, ela combinou que acenderia uma fogueira logo após o parto. Assim que Maria visse o sinal de fumaça, saberia do nascimento. Essa seria a explicação católica para a fogueira de São João.

Vinho Quente

INGREDIENTES:
Vinho tinto
Canela em pau
Cravo
Gengibre picado
2 xícaras de chá de açúcar
2 xícaras de chá de água
Frutas picadas (maçã, abacaxi, uva e pêssego)

MODO DE PREPARO:
Leve todos os ingredientes ao fogo menos o vinho e as frutas e deixar ferver até soltar o sabor. Retire do fogo e acrescente o vinho. Leve ao fogo novamente até levantar fervura. Retire do fogo e acrescente as frutas. Mantenha sempre quente.

Viciei no Letroca, um joguinho on line que a gente tem que formar palavras [existentes na língua portuguesa, cRaro] com as letrinhas embaralhadas fornecidas a cada palavra.

Quando começo não consigo parar, parece Nescau de bolinha.

A história de uma vida...

 

Aqueles que vêm sempre por aqui, sabem com quanto orgulho seguro a bandeira de nós, mulheres. Porque temos que ser muitas em uma só: somos mães, esposas, profissionais, estudantes, donas de casa, e ainda tem que sobrar tempo para sermos tantas outras. Somos aquelas que sempre estão amparando, dando colo e, nem sempre, somos vistas como deveríamos ser.

Com o pai de meu filho Lucca, tenho uma relação tranquila. Não estamos mais juntos, cada um seguiu o seu caminho, mas temos um filho e é nele que temos que pensar. Ele vê o Lucca quando quiser, sem datas, sem horários, e acho que assim que tem que ser. Porque a vontade de estar junto não deve ser limitada a finais de semana ou a um horário.

Mas sei também que nosso caso pode ser uma exceção. A gente vê por aí tantos casamentos desfeitos; as crianças de um lado pro outro, como bola de ping-pong, perdidas e divididas.

Estou falando disso tudo porque ontem, nas minhas andanças pela net, cheguei a um blog, de um pai chamado Luiz Fernando. Nele, ele conta a história do seu filho Henrique, cuja mãe, assim-assim, tirou o menino do Brasil e se mudou pra Austrália, com o novo marido.

Sim, amigos, sou mulher, mas a atitude dessa mãe me entristeceu. Porque sei do amor incondicional que tenho pelo meu filho, mas sei também que o pai dele o tem.

Se quiser, vá até o blog dele. Porque existem pais e pais.

Propaganda enganosa!
Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente

O início de um novo ano sempre traz consigo a esperança e o desejo de provocar mudanças. Cada vez mais, sentimos necessidade de mudar a maneira como tratamos o planeta, os outros e nós mesmos. O trabalho de transformar a realidade e reinventar um futuro limpo e seguro é de todos nós.

Você pode fazer a diferença! Confira abaixo uma lista de atitudes práticas que pode tomar para proteger o meio ambiente. O planeta agradece!

Cuide da Terra – Todos os dias, fazemos centenas de escolhas que causam impacto no meio ambiente. Por isso, pense cuidadosamente sobre o que você faz, os produtos que usa e o lixo que produz. Antes de fazer uma escolha, pergunte-se: “Existem alternativas que não prejudicam o meio ambiente?” Esse é o primeiro passo para fazer a diferença.

Reduza o impacto individual no meio ambiente – A melhor coisa que podemos fazer pelo planeta é usar seus recursos com critério. A raiz da atual crise ambiental está na sociedade consumista. Sempre que possível, apóie serviços e compre produtos ambientalmente corretos ou que produzam impacto ambiental mínimo, considerando a redução na geração de lixo e menor consumo de energia.

Use sua força política – Antes de votar nas próximas eleições, saiba a posição defendida pelos políticos em questões ambientais importantes. Escreva, telefone ou envie um e-mail sobre suas preocupações em relação ao meio ambiente e o que você espera que eles façam para proteger o planeta.

Consuma energia de forma eficiente – Cada escolha que você faz pode reduzir a quantidade de CO2 liberada na atmosfera e ajudar a interromper o aquecimento global. Escolha fontes de energia limpas e renováveis, como a solar e a eólica. Faz bem para o meio ambiente e também pode reduzir sua conta de energia.

Economize água – Conserte vazamentos de torneiras, banheiro ou canos de água. Lembre-se de que um pequeno vazamento pode causar um grande desperdício de água. Regue jardins e gramados apenas se necessário e, quando o fizer, molhe as plantas pela manhã ou pela tarde para reduzir a evaporação.

Ensine seus filhos a preservar o meio ambiente e apóie iniciativas de educação ambiental nas escolas e em sua comunidade – As gerações futuras terão de tratar e grandes questões ambientais, como o aquecimento global, perda da biodiversidade, disposição final do lixo (incluindo resíduos tóxicos e nucleares) e impactos potenciais de organismos transgênicos. Assegure que elas estejam prontas para entender e se envolver com a proteção do meio ambiente, através de iniciativas e programas escolares.

Seja positivo – Há sérias ameaças ao nosso meio ambiente e ao futuro da vida no planeta. Mas também há soluções. 

Eu faço a minha parte; você, a sua... e juntos faremos a diferença!!!

 

 

 

 

Vadiagem
Rapidinhas da Maçã

O garoto apanhou da vizinha, e a mãe furiosa foi tomar satisfação:
      -Por que a senhora bateu no meu filho?
      -Ele foi mal-educado, e me chamou de gorda.
      -E a senhora acha que vai emagrecer batendo nele?

Um eletricista vai até a UTI de um hospital, olha para os pacientes ligados a diversos tipos de aparelhos e diz-lhes:
     -Respirem fundo: vou mudar o fusível.

Um imigrante polonês está fazendo exame de vista para obter carteira de  motorista em Nova Iorque.
      O examinador lhe mostra um cartão com as seguintes letras:
      C Z J W I N O S T A C Z
      O examinador pergunta: - Você consegue ler isso?
      E o polonês: - Ler?! Eu conheço esse cara!! 

Um menino de quatro anos no banho examina seus testículos. Ele pergunta à mãe: - Mãe, isto é o meu   cérebro? E a mãe: - Ainda não, filho...

 

Olhe e gire

Uma fotografia curiosa: a de uma formação rochosa que existe num lago da Birmânia. Só é possível fotografá-la em um determinado período do ano, devido a iluminação do sol.
Agora apóie a cabeça sobre o ombro esquerdo e descubra porque é espetacular.

Come comigo?
Piadinha do dia: Vida de casado

Um cara sofre um terrível acidente e seu pênis é dilacerado e arrancado fora.

O médico assegura-lhe que a medicina moderna pode trazer o "batráquio" de volta, mas o plano de saúde não
cobrirá a cirurgia, pois a mesma é considerada cosmética.

O médico acrescenta que os preços de tal cirurgia são:

R$ 10.000,00 - tamanho pequeno;
R$ 20.000,00 - tamanho médio;
R$ 50.000,00 - tamanho grande.

O homem imediatamente aceita e fica em dúvida, somente, se implantará um médio ou um grande.

O médico, então, o aconselha a conversar com a esposa antes de tomar qualquer decisão.

O médico sai da sala enquanto o homem faz um telefonema à esposa e lhe explica a situação.

Voltando à sala, o médico encontra o homem completamente deprimido e lhe pergunta:

- E então, o que você e sua esposa resolveram?

O cara responde:
- Ela prefere reformar a cozinha...

Tá achando que é só você que fica de ressaca?

Saindo de um fim de semana e esperando o feriadão...

Vontade de sofrer

Quem pode negar que já passou por isso?

Hora propícia para fazermos as maiores asneiras da vida: o momento em que o desânimo perante a confusão do novo suplanta a vontade de sair da fossa - reencontrar ex-namorado(a) enquanto o sentimento ainda não deu o último estertor é cagada na certa.

Relacionamentos naufragados são como domingos de chuva: sabemos que não servem pra nada, mas insistimos que podem ser úteis pra alguma coisa. E aí, depois de reembarcar na canoa furada, arrumamos mais argumentos para sustentar as lamentações sobre o quão infelizes somos nós e abjetos, os outros. Mas esquecemos que fomos (re)conquistados porque teimamos em ter fé em coisas que não dependem de fé, acreditamos que o que era ruim até um segundo atrás poderia ter se tornado perfeito e reluzente. Fomos seduzidos pelo que quisemos ver e não pelo que estava, de fato, na nossa frente; nos agoniamos por não ter respostas pras nossas dúvidas e projetamos todas as soluções na "presença curadora" do outro.

Mas elas não vêm. E a mágoa volta. Dobrada. Chorosos, putos da vida, pedimos ao céu uma explicação razoável para o bis do sofrimento. Tentamos nos consolar em ombros de amigos, livros de auto-ajuda, sexo fácil, mas a explicação teima em não vir. Não adianta procurar debaixo do sofá, porque ela está estampada na sua testa: você sofre porque é uma besta.

A experiência vivida com aquela pessoa "magnânima" nos deu avisos suficientes de que a relação, se fosse um sapato, não era do tamanho do nosso pé: ou vai nos dar calo (de novo) ou cair no meio da rua. Vimos com nossos próprios olhos todos os problemas; os gritos das brigas arranharam a garganta e mesmo assim lá estamos nós insistindo em dar murro em ponta de faca. Tentando desesperadamente acreditar que dois monólogos podem fazer um diálogo - feliz e agradável, além de tudo. Mas a única coisa que conseguimos são mais calos, ainda mais doídos. O sapo é sapo, e só, enterre as ilusões. Não estou dizendo que existam pessoas ruins. De forma alguma. Apenas ruins pra você.

O fato é que, por comodismo e paúra, nos acostumamos até com a infelicidade de um relacionamento capenga. O temor diante do novo nos priva da grande alegria de descobrir que o mundo é maior que a nossa dor-de-cotovelo, que o cheiro ou os traços do(a) ex. Esse temor da rejeição, da exposição, da falta de controle perante o que não conhecemos é o que de mais castrador podemos fazer a nós mesmos. "Tá ruim, mas todo mundo tem problemas, não é?", como se isso fosse desculpa. Quer dizer que você vai comer cocô só porque 1 bilhão de moscas comem? Se os outros são sentimentalmente miseráveis, azar o deles! Não cabe a você solucionar a vida alheia.

Ansiar por um momento que nunca se repetirá é apenas o outro lado de ansiar por um momento que passou pra sempre. O passado só é lindo porque já foi. Não adianta tentar reproduzir as cores dele no presente porque o tom nunca será o mesmo. Nem você. Nem o outro. Nem o que os cerca. Esse presente (re)fantasiado, por melhor que seja, nunca se igualará às suas expectativas ou lembranças. E acabará, fatalmente, em decepção.

Quer saber? Levante a âncora. Porque quem anda olhando pra trás acaba tropeçando - e, pior, perdendo toda a paisagem.

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