Sexo Plural

Ele me beijava, entre as pernas, sem nenhuma pressa, sem nenhuma gula. Só ele sabia fazer daquele jeito. E eu, sempre, querendo mais. Havia a entrega, a paixão, a magia, a intimidade. Para nós, tudo entre quatro paredes era válido.

Tinha até uma certa timidez no olhar. Tanta doação! Era como se ele fosse uma extensão de mim. Porta trancada. Corpos submissos. Alma arreganhada.

Dá pra explicar?

Não é photoshop, nem ilusão de ótica. Esse torneira realmente existe. Como explicar essa água saindo da torneira? Pense e me conte.

Hoje acordei querendo colinho.... me dá um beijo?
Vai uma motinha aí?
Sexta!

 A sexta-feira chegou e agora é correr pro abraço! O sacrifício é aproveitar o findi como eu costumo fazer, de uma forma bem zen:zen vergonha e zen juízo. Sem falar no Live Earth, tá? Beijos envenenados a todos.

 Dois compadres mineiros agachados, roupas rasgadas, chapéus de palha, pitando cigarro de palha...
- Ô cumpadi, cumé memo u nomi daquele bixim que muié tem bem no mei das perna, cabiludim, quentim e que cômi uma terra danada?
- Uai, cumpadi. Tô lembrano não sô. Pelo semblante qui ce tá mi passano,deve sê xoxota. Mas, num sabia que cumia terra não, sô.
- Pois é, cumpadi. Cômi e cõmi muito, so. Só dimim já cumeu treis fazenda!!!

 O primo do Rio de Janeiro foi passar o natal com os parentes do sítio no interior de Minas Gerais.
No dia de Natal, o carioca estava lá, discutindo com o primo caipira o que tinha ganhado de presente.
Aí, o primo carioca, querendo esnobar o caipira falou:
- Primo, viu o que eu ganhei de presente? Um "iPod"!!
O primo caipira retrucou:
- Bão primo, muito bão!!
O carioca perguntou:
- Como bom, primo, o que foi que você ganhou?
- Ganhei isso aí tamém, uai.
- Mas quem te deu?
- Minha namorada.
- E de que marca era??
- Sei lá primo. Nóis tava na cachoera nadano pelado. Eu cheguei por trás dela e encostei. Ela virou pra mim e falou: "Aí pode!" É Bão, primo, agora se tem marca eu sei não...

Não é a minha praia, mas...

...Que título você daria a essa, digamos, inóspita foto?

Elvis

Se Elvis estivesse vivo, hoje ele estaria com essa aparência...

Ladrão e Político
Millor Fernandes lançou um desafio através de uma pergunta:
Qual a diferença entre Político e Ladrão ? Um leitor respondeu todo orgulhoso:
 
" Caro Millôr, após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença entre o ladrão e o político é que, um eu escolho, outro me escolhe. Estou certo?" Fábio Viltrakis, Santos-SP.
 
Eis a réplica do Millor:
" Poxa, Viltrakis, você é um gênio ... conseguiu achar uma diferença entre ladrão e político! Parabéns."
Ai, meus sais...

 Pra quem não conhece ou esqueceu: esse daí é o Mc Steamy da série "Grey's Anatomy" (Canal Sony). Foto by algum paparazzi, quando a mulher do ator não resistiu a um carinho, digamos, mais caliente.

Sim, porque a inveja é uma merda, mos fios.

Festa na Arca de Noé
 Na arca de Noé, a bicharada logo que entrou, danou a transar. Era uma loucura: leão com zebra, macaca com cobra, um verdadeiro bacanal.
Noé baixou uma lei em que os animais só poderiam transar com um de sua espécie e nos dias marcados.
Para isso, entregou uma fichinha para cada um dos animais contendo dia e hora para o ato.
O macaco (sempre o macaco) passou pela macaca, e, no meio de outros animais disse:
- Quarta-feira, 3 horas, você vai sofrer!
A macaca ficou envergonhada.
Logo depois, de novo, lá vem o macaco, e no meio de outros bichos:
- Quarta-feira, 3 horas, você vai sofrer.
Ela, aborrecida, foi reclamar para Noé.
- Noé, o macaco, toda hora que me encontra, fala pra toda bicharada ouvir que, quarta-feira, 3 horas, eu vou sofrer. Eu sei que quarta, 3 horas, vamos transar, mas não precisa ficar anunciando aos quatro ventos.
Noé foi falar com o macaco, repreendendo, quando ouviu por resposta:
- Desculpe-me, Noé, mas ela vai sofrer mesmo. É que eu perdi a minha fichinha pro jumento no jogo de truco!
Num país, nem tão tão distante assim...
Exército da Salvação

Se você é daqueles que têm pressa e nem sabe de quê. Daqueles que sentem com cada célula do corpo e sentem tanto que acham que podem morrer se forem disfarçar que sentem. Aliste-se. Cansei de gente posuda. Gente que equilibra um cigarro em uma mão e uma bebida na outra. Gente que estufa o peito. E diz não sentir nada. E diz ser acima da dor. Cansei de gente corajosa que vive amortecida. É muito fácil ter coragem em outro planeta.

Mas se você grita quando escuta “why won’t you come over heeeeere, we got the city to love”. Aliste-se. Se você grita quando escuta “please don’t slow me doooown… if I’m going toooooo faaaaassst”. Aliste-se. Se você gosta de Strokes, aliste-se.

Cansei dessa gente que me olha de canto de olho. Como se eu fosse louca por gostar assim da vida. E gostar assim de encontrar os seus ossinhos do peito, como se eu pudesse entrar ali e quebrar tudo. E chupar seu coração. E nunca mais limpar a boca. E te provocar sendo absolutamente carinhosa e depois absolutamente escrota.

Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e 18. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E não tem pensar. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa pra recuar ou atacar. E eu gosto de você porque gostar não faz sentido.

Mas se você se pergunta o que está fazendo aqui, quando o trânsito pára, quando seu chefe puxa o saco do chefe dele que puxa o saco do chefe dele e quando umas 6 da tarde dá uma vontade danada de berrar e se rasgar inteiro. Aliste-se. Se você acha que no fundo mesmo, apesar de todas essas reuniões e palavras em inglês que só querem dizer que você não sabe o que está falando, o que importa é ter pra quem mostrar que saiu o arco-íris, aliste-se.

SEM CAMISA-DE-FORÇA
Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos. Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo o que há em volta. E explode os relógios. E chega aos poucos ainda que você não saiba nem que é pouco nem que é lento. Porque você morre.

Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém, aliste-se. Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer. Porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais. Eu não faço a menor idéia de como é que se senta comportada e se concentra e se fala difícil e se é robô e se é distante. Porque eu só consigo te ver como bicho e te querer como bicho.

Eu quero lamber seu braço e sentir como foi seu dia. Eu quero lamber sua barriga e sentir o gosto dessa coisa toda que você esconde. Eu quero te lamber inteiro sem que você queira acabar logo com isso. Porque o tamanho do que eu sinto não acaba assim em um corpo.

Eu não quero ir embora e esperar o dia seguinte. Porque eu cansei dessa gente que me manda ter mais calma. E me diz que sempre tem o outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa-de-força.

Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo, se você puder passar a noite em claro comigo, de tanta vontade de viver esse dia e não esperar o outro, se você puder esquecer a camisa-de-força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum equilíbrio, se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal é uma grande mentira viver sozinho, aliste-se.

O antes e o depois

 

Sim, essa é a "nossa" primeira dama.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade, até porque elas são desarmadas pela própria natureza:

Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas.

Ninguém lhes dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.

As mulheres detestam sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto.

Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.

É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz.

E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher.

Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa.

Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos.

Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.

São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.

Nem toda feiticeira é corcunda.

Nem toda brasileira é só bunda.

 

Da série: Morro e não vejo tudo
Momento de reflexão
Findi no sítio...

... com sol, calor e na companhia de nossos amigos. Lula, aí, em momentos flagrantes de puro "relax".

As Bestas da Barra e sua "diversão" sinistra

Não gosto de futebol, mas entendo perfeitamente que milhões de pessoas achem muito divertido ir aos estádios ou sentar em frente à televisão para acompanhar jogos e campeonatos. Também detesto escalada. Mas, por mais esforço que faça, não consigo - mas não consigo mesmo - imaginar como alguém se diverte massacrando outro ser vivo.

Tenho pensado nisso desde que li que cinco criaturas, supostamente humanas, pararam o carro num ponto de ônibus para agredir uma mulher indefesa, a quem não conheciam e que não lhes tinha feito qualquer mal, apenas para se divertir.

Pergunto: isso é uma reação normal? Ou eu é que vivo num outro mundo, e não estou acompanhando os novos tempos? É engraçado ver uma mulher, humilde ainda por cima, apanhando, desesperada, de quatro marmanjos?! É divertido chutar alguém? É bom causar sofrimento? Distrai? Relaxa? De onde vem o barato, dos gritos da vítima ou dos pés que deformam o rosto? A impunidade, essa praga que sufoca o país, tem sua parte na história, mas não lhe muda a essência. Não é porque "não vai acontecer nada" que alguém tem prazer em espancar uma criatura mais fraca; é porque não guarda mais qualquer vestígio de bons sentimentos, qualquer sinal de compaixão, qualquer capacidade de se pôr no lugar do outro.

Felippe, vale lembrar, foi o mancebo que declarou à polícia ter confundido Sirley com uma prostituta - exatamente como Tomaz de Oliveira, Max Rogério Alves, Eron Chaves Oliveira e Antônio Novely Cardoso de Vilanova, que há dez anos atearam fogo ao índio Galdino e, em sua defesa, alegaram tê-lo confundido com um mendigo. Aliás, quanto mais os pais dos agressores se manifestam, mais clara fica a origem do comportamento dos monstros que criaram. No mesmo jornal que trazia o depoimento do padrasto de Felippe, Ludovico Ramalho, pai de Rubens Arruda, fazia um retrato falado da decomposição social do país: 

- Queria dizer à sociedade que nós, pais, não temos culpa. Mas não é justo manter presas crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham. Não concordo com a prisão na Polinter, ao lado de bandidos. Vão acabar com a vida deles. Peço ao juiz que dê uma chance aos nossos filhos.

Depois, explicou que Sirley estava cheia de hematomas por ser mulher, e "ficar roxa com apenas uma encostada". Suponho que ele tenha dado muitas encostadas em mulheres para falar com tal conhecimento de causa.

Sinceramente? Tenho pena dos bandidos da Polinter, que serão obrigados a conviver com essas "crianças", esses mauricinhos psicopatas que se consideram tão superiores.

(Cora Ronái, em sua coluna de "O Globo")

O caipirinha mais "lindio" da festa...

Foto by Lula. O sábado foi só alegria e diversão. A Maçã aqui babou, babou. Alguém tem um lencinho pra me emprestar?

Dica da Branca de Neve

Quando as férias chegarem...Um invento para quem curte praia ou piscina,mas não deseja queimar o rosto: o sombreiro portátil. Ele vem acompanhado de um travesseiro para a apoiar a cabeça.

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