Qual a semelhança entre: Bill Clinton, Renan Calheiros e o Cebolinha???
Pinóquio:
Pinóquio tinha uma namorada humana e sempre que transavam ela reclamava de umas farpas em seu pinto.
Pinóquio resolveu pedir ajuda a Gepetto, que lhe sugeriu esfregar uma lixa, para aparar as arestas.
Pinóquio saiu de lá achando que tinha a solução ideal.
Algumas semanas depois, Gepetto viu Pinóquio andando todo feliz pela cidade, perguntou:
- Como vai a namorada?
Resposta do Pinóquio:
- E quem precisa de namorada?
Chapeuzinho Vermelho
Chapeuzinho Vermelho andava pela floresta.
De repente, o Lobo Mau saiu detrás de uma árvore, pulou com uma espada, colocou na garganta da Chapeuzinho Vermelho, e disse:
- Chapeuzinho, vou te arrancar os miolos!
Chapeuzinho Vermelho foi até sua cesta de pic-nic e calmamente retirou uma Magnum 44. Apontou pro Lobo Mau, dizendo:
- Não vai não! Você vai é me comer, exatamente como está no livro !
Branca de Neve
Branca de Neve viu Pinóquio andando pela Floresta.
Correu até ele, jogou-o ao chão e sentou na cara dele, gritando:
- Minta pra mim! Minta pra mim!
Vortei, meus amores. Ainda não tô 100%, mas chego lá. Senti saudade de todos, mas quando a gente tá dodói, não tem libido que resista, né, mesmo?
Findi chegando; é tempo pra repor as energias. Aproveitem o findi, porque a ordem do dia é relaxar...
Então, meus quilidinhos. A Branca de Neve tá dodói. Febre alta, corpitcho só querendo caminha.
Hoje ela está melhor, mas ainda querendo dengo e colinho.
Amanhã será outro dia, né?
Porque os meus dias têm sido assim...
Legal, né? Olhe bem e responda, bem aqui no meu ouvidinho: a figura se move pra direita? Ou pra esquerda? Nos dois lados? Alguma outra idéia?
Pra quem não conhece, esse daí é Shermar Moore, da série "Criminal Minds", do AXN (toda terça, às 21:00h). Taí um ótimo motivo para assistir. Apesar de saber que ele não é a praia dos meus amigos, cuecas de plantão que vêm por aqui, não resisti.
Afinal de contas, esse blog é bem eclético. Por que não agradar gregos e troianas, né?
E ele me lembra uma frase de uma amiga minha: "Pra esse negão eu dava!"
Peraí que vou limpar a baba e já volto...
Três amigos encontram uma lâmpada com o gênio de Aladim, que lhes diz:
Quem pode negar que já passou por isso?
Hora propícia para fazermos as maiores asneiras da vida: o momento em que o desânimo perante a confusão do novo suplanta a vontade de sair da fossa - reencontrar ex-namorado(a) enquanto o sentimento ainda não deu o último estertor é cagada na certa.
Relacionamentos naufragados são como domingos de chuva: sabemos que não servem pra nada, mas insistimos que podem ser úteis pra alguma coisa. E aí, depois de reembarcar na canoa furada, arrumamos mais argumentos para sustentar as lamentações sobre o quão infelizes somos nós e abjetos, os outros. Mas esquecemos que fomos (re)conquistados porque teimamos em ter fé em coisas que não dependem de fé, acreditamos que o que era ruim até um segundo atrás poderia ter se tornado perfeito e reluzente. Fomos seduzidos pelo que quisemos ver e não pelo que estava, de fato, na nossa frente; nos agoniamos por não ter respostas pras nossas dúvidas e projetamos todas as soluções na "presença curadora" do outro.
Mas elas não vêm. E a mágoa volta. Dobrada. Chorosos, putos da vida, pedimos ao céu uma explicação razoável para o bis do sofrimento. Tentamos nos consolar em ombros de amigos, livros de auto-ajuda, sexo fácil, mas a explicação teima em não vir. Não adianta procurar debaixo do sofá, porque ela está estampada na sua testa: você sofre porque é uma besta.
A experiência vivida com aquela pessoa "magnânima" nos deu avisos suficientes de que a relação, se fosse um sapato, não era do tamanho do nosso pé: ou vai nos dar calo (de novo) ou cair no meio da rua. Vimos com nossos próprios olhos todos os problemas; os gritos das brigas arranharam a garganta e mesmo assim lá estamos nós insistindo em dar murro em ponta de faca. Tentando desesperadamente acreditar que dois monólogos podem fazer um diálogo - feliz e agradável, além de tudo. Mas a única coisa que conseguimos são mais calos, ainda mais doídos. O sapo é sapo, e só, enterre as ilusões. Não estou dizendo que existam pessoas ruins. De forma alguma. Apenas ruins pra você.
O fato é que, por comodismo e paúra, nos acostumamos até com a infelicidade de um relacionamento capenga. O temor diante do novo nos priva da grande alegria de descobrir que o mundo é maior que a nossa dor-de-cotovelo, que o cheiro ou os traços do(a) ex. Esse temor da rejeição, da exposição, da falta de controle perante o que não conhecemos é o que de mais castrador podemos fazer a nós mesmos. "Tá ruim, mas todo mundo tem problemas, não é?", como se isso fosse desculpa. Quer dizer que você vai comer cocô só porque 1 bilhão de moscas comem? Se os outros são sentimentalmente miseráveis, azar o deles! Não cabe a você solucionar a vida alheia.
Ansiar por um momento que nunca se repetirá é apenas o outro lado de ansiar por um momento que passou pra sempre. O passado só é lindo porque já foi. Não adianta tentar reproduzir as cores dele no presente porque o tom nunca será o mesmo. Nem você. Nem o outro. Nem o que os cerca. Esse presente (re)fantasiado, por melhor que seja, nunca se igualará às suas expectativas ou lembranças. E acabará, fatalmente, em decepção.
Quer saber? Levante a âncora. Porque quem anda olhando pra trás acaba tropeçando - e, pior, perdendo toda a paisagem.
Isso é que eu chamo de propaganda enganosa...
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