A quem possa interessar...

 Às vezes, nem sempre as coisas fluem como desejamos. Os caminhos se cruzam; mas lá na frente, alguma coisa acontece e já não somos mais os mesmos.

Eu e ele não somos mais um casal. Mas permanecem as boas lembranças, as coisas legais que vivemos juntos, os momentos que ficam pra sempre.

A partir de hoje, cada um segue o seu caminho, mas a amizade permanece.

Seguir em frente é necessário.

Porque hoje é sexta...

 Baixou o santo no meu chefe e ele me liberou, pode?

Tô passando por aqui só pra dizer um oi procês e dizer que tô ótima.

E desejar, é claro, um ótimo findi.

Pra aproveitar o feriado....
 Clica aqui e ótima diversão!
São tantas emoções...

Aconteceu quando um grupo de balé recebia a Rainha da Dinamarca no teatro... Parece que ela até achou engraçado, né? Tadinho do guri...

Eu não ia comentar, mas...

 ... não resisto. Olhe bem pra foto ao lado e me responda: What the hell que Ronaldo Fenômeno não "percebeu" que eram travestis?

Vamos combinar, né, Ronaldo? Agora, como o este blog também é utilidade pública, vão aí dicas hiper oportunas pra que você, querido amigo, não cometa esse "pequeno equívoco":

E, além de ser capa do "The Sun", hoje, ainda perdeu a namorada! Bem feito, humph!

Cruel, mas engraçado!
Quarta, véspera de feriado...

A professora pergunta ao Pedrinho:
- Pedrinho, do que você tem mais medo?
- Da mula-sem-cabeça, fessora.
- Mas Pedrinho a mula-sem-cabeça não existe, é apenas uma lenda, você não precisa ter medo.
- Mariazinha, do que você tem mais medo?
- Do saci-pererê, fessora.
- Mas Mariazinha o saci-pererê não existe, é apenas uma lenda, você não precisa ter medo.
- Joãozinho, do que você tem mais medo?
- Do Mala men, fessora.
- Mala Men?, nunca ouvi falar, quem é esse tal de Mala Men?
- Quem é eu tambem não sei fessora, mas minha mãe sempre quando reza de noite ela diz: "..Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mala Men..."

 Dez horas da manhã, toca o telefone. Aquela sorridente senhora atende e ouve do outro lado da linha:
- Mamãe?
- Que foi, minha filha?
- Mamãe, aconteceu algo terrível... Minha casa está uma bagunça, tenho que ir buscar as crianças na escola, fazer o almoço, preciso levar o Pedrinho na natação, estou com 38 graus de febre e o Marco acabou de me ligar que vai trazer três amigos para o jantar. Mamãe, você precisa me ajudar, por favor!
- Fica calma, minha filha! Eu vou já pra aí. No caminho pego as crianças na escola, faço o almoço, depois levo o Pedrinho na natação, dou uma ajeitada na casa e, em seguida, preparo uma Lazanha para o jantar. Enquanto isso, você toma um comprimido e vai para a cama descansar.
- Oh! Mamãe! Você é a melhor mãe do mundo, te amo.
- Obrigada, minha linda também te amo, daqui a pouco estarei aí.
- Tá certo, e não se esquece de mandar um beijo para o papai.
- Papai? Mas filha, seu pai morreu quando você era uma garotinha.
- Pera um pouco, aí não é 7633-0856?
- Nããão. Aqui é 7633-0865!
- Então, quer dizer que a senhora não vem?

Pra quem perdeu o show do Maroon 5 ontem, no Multishow...

 

Veja o sol nascer
Diga os seus adeus
Livres nós vamos
Alguma conversa
Sem nenhuma contemplação
Pegamos a estrada

Carro superaquecido
Pule para fora do meu banco
Para o lado da rodovia, baby
Nossa estrada é longa
Sua influência é forte
Por favor, nunca desista, oh não

Eu sei que não te conheço
Mas querer você é tão mal
Todos tem um segredo
Mas eles conseguem mantê-lo?
Oh não, eles não conseguem

Dirigindo rápido agora
Não pense que eu sei ir devagar
Onde você está agora?
Eu a sinto por perto
Aí está você

Esfrie esses motores
Acalme esses jatos
Eu te pergunto o quanto quente isso pode ficar
E como você secar essas gotas de suor?
Lentamente você diz:
Eu ainda não cheguei lá


 

O amor acaba

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

(Paulo Mendes Campos)
Que amor, gente!
É velhinha, mas continua engraçada!

Ótima terça, pipol!

Parada obrigatória

Às vezes a distância é a melhor coisa que pode acontecer

Na guerra ou na vida, períodos de recuo são essenciais em qualquer boa estratégia. Ou simplesmente acontecem, atropelando nossa vontade-mesmo assim, continuam sendo estarrecedoramente úteis (depois de passada a raiva por termos sidos detidos na marcha, claro). Eles nos forçam a enxergar a situação sob outro prisma, com mais frieza e, por isso mesmo, de forma mais acertada e isenta dos erros de julgamento que a intensidade e a bile nos levam a cometer (o significado do ditado chinês "o lugar mais escuro é sempre debaixo da lâmpada" tornou-se, de repente, tão claro para mim como areia em dia de sol).

O grande barato de, vez por outra, nos distanciarmos do que é nos importa é sentir o que esse redimensionamento nos causa. E seja ele qual for, a retomada nunca é insípida: ou nos faz enxergar a placa de "rua sem saída" que teimávamos em não ver ou, feito polimento em prata, devolve o brilho ao que o tempo havia enegrecido. Talvez por isso alguns casais só se entendam depois de uma separação: a dor, a sensação de ficar sem centro gravitacional, não ter mais ali ao lado quem se ama, pode provocar verdadeiros milagres na dinâmica de uma vida em comum (e na vida solo). Mas não podemos contar com milagres, precisamos da razão. O problema é que nossa suposta sapiência tende a sub-avaliar o que se tem ou (talvez seja pior), exagerar na importância e, se quisermos ser felizes, é inútil proclamar independência emocional ou tornar-se escravo das paixões. Qualquer extremismo nos isola-e, curiosamente, é só dando um pequeno mergulho na solidão que compreendemos o valor do que nos rodeia e mora dentro de nós.

Tente um Monet

Depois de sofrer feito o cão por encarar tudo na base do oito ou oitenta, fiz um pacto comigo mesma: jamais levaria coisa alguma a ferro e fogo porque nada importa tanto. Absolutamente nada é imprescindível. Nem ninguém. Esse não é um discurso de auto-suficiência, pelo contrário, é uma reflexão de alguém que aprendeu na porrada (ou melhor, no choro) que só relativizando, tornando a existência e o coração mais leves, é que se pode ser feliz e, então, ser feliz com alguém. Pare de arrastar correntes, levar tudo tão a sério: a única coisa que você vai conseguir é uma úlcera. Cuide de quem ama mas não faça disso o objetivo da sua vida porque ficará, inevitavelmente, frustrado quando não tiver deles o que deu pra eles. Ou não tiver deles o que você ACHA que eles deveriam devolver. E será bem feito: você fez o que quis, porque quis, então não venha reclamar o troféu. Não existe prêmio para quem doa amor. Por isso, distanciar-se deveria ser uma tarefa cotidiana: evitaria que fôssemos sugados pelo redemoinho que sempre começa logo ali nos nossos pés, mas estamos ocupados demais pra ver. Evitaria que exercêssemos de forma tão eficaz, e perigosamente despercebida, nossos piores defeitos.

Quando algo começar a te enlouquecer, enfernizar ou surtar, use a técnica dos grandes admiradores de arte: recue diante da tela, mude de ângulo em relação a ela, observe as cores, os traços e os detalhes que, na correria, sempre passam despercebidos. Então notará que ela é muito mais do que aquele ponto preto que ficava, insistente, diante dos seus olhos.

Ser feliz, no final das contas, não é questão de sorte ou azar. É questão de perspectiva.

Ai que sono.... Parte I
Começando a semana...com muita criatividade!

Up date: Nem cometem o 5 x 0 de ontem. O meu restabelecimento vai ser lonnngo...

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